Luz mais barata e arrecadação de imposto recorde

No mesmo dia da boa notícia – corte de 18% no valor das contas de luz – o brasileiro soube que nunca pagou tanto imposto: a Receita Federal arrecadou R$ 1,03 trilhão em um ano

A redução das contas de luz será maior do que a inicialmente divulgada pelo governo. Pressionada pelas incertezas do setor elétrico e pelas críticas da oposição, a presidente Dilma Rousseff anunciou na noite de ontem, durante pronunciamento na televisão, um corte de 18% das tarifas de energia para consumidores residenciais e de até 32% para a indústria.

O anúncio da presidenta foi feito em meio a críticas ao governo em razão da série de apagões em vários estados, das previsões de racionamento. As ações do setor na Bolsa de Valores de São Paulo. A Eletrobras foi a mais afetada: os papéis preferenciais (PN) caíram 4,23% e os ordinários (ON), 3,21%

Enquanto que a arrecadação de impostos no Brasil bateu recorde no ano passado. Passou de R$ 1 trilhão, mas os investimentos ficaram abaixo do previsto, e não passaram da metade do que foi autorizado pelo Congresso. As projeções econômicas indicam que, no ano passado, a economia brasileira cresceu em torno de 1%, mas o baixo crescimento não impediu que a arrecadação com impostos registrasse um recorde ao atingir, pela primeira vez, a casa de R$ 1 trilhão. De acordo com a Receita Federal, esse recorde é consequência do aumento de renda dos cidadãos, e geração de emprego com carteira assinada, além das vendas do comércio […] Leia mais

One Comment to “Luz mais barata e arrecadação de imposto recorde”

  1. Embora a nota não afirme, é bom que se explique que o corte de 18% para consumidores residencias e de até 32% para a indústria refere-se a desonerações tributárias. Em outras palavras, não é que o governo federal esteja diminuindo a margem das operadoras; o problema é que a margem das operadoras é aplicada também sobre os tributos, de modo que caindo estes, caem os valores absolutos das margens, ou seja, cai o lucro bruto. Caem também as receitas tributárias estaduais, eis que o ICMS de até 25% incide sobre a tarifa final, que passa a ser menor.
    Daí tanta pressão de operadoras e de alguns governos estaduais.
    São Paulo, o Estado, vai perder com a redução da tarifa. Sim, é verdade, num primeiro momento.
    Mas… São Paulo, o Estado, também vai ganhar com a redução da tarifa. É que haverá mais estímulo à produção nacional, e mais renda familiar disponível para consumir bens e serviços. Isto provocará, a médio e longo prazos, mais investimentos industriais, mais emprego, maior competitividade, aumento da demanda agregada da economia, mais vendas, enfim, mais impostos sobre outros produtos e serviços.
    Isso é exemplo de política tributária bem pensada, sensata, pois estimula a economia, e a aparente perda tributária inicial é fartamente compensada com outras receitas decorrentes do aumento da atividade econômica.
    Apesar das aves de mau agouro, orquestradas por interesses imediatistas e mesquinhos, parabéns ao Ministro Mantega e à Presidenta Dilma, que firmaram posição sobre o assunto e seguem em frente. Estão certíssimos. A medida é para o bem do Brasil e de todos nós, inclusive para as operadores, que em breve voltarão aos níveis atuais de faturamento, embora não mais em função das tarifas e sim do aumento da demanda de quilowats. E fique a nação tranquila: há chuvas, rios e quilowatts de sobra no Brasil. Além do mais, há usinas novas em construção.

Deixe uma resposta para Antôno Sérgio Valente Cancelar resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: