O lendário cavalo do secretário

carlospeixotomCarlos H. Peixoto

Era uma pessoa asinina, do signo de sagitário, metade gente metade cavalo. Se lhe chamavam pelo nome, o homem soltava fogo pelas ventas. Um dia, falou-lhe o Imperador das Minas:

— Tu vais para Brasília. Prepara-te, até o final do ano serás nomeado Secretário.

E foi assim que um rico proprietário de lavras, cansado da incompetência de seus trezentos assessores, resolveu nomear para Secretário da Fazenda um cavalo engravatado. De todas as qualidades imagináveis em um cavalo, a esse nomeado Secretário só faltava relinchar, porque falar, ele já falava, como se habitasse uma fábula entre os homens. Relinche?

Ao contrário da música de Caetano “Vaca Profana”, poucos diriam que de perto o Secretário era um cavalo, de tão fino e educado que o elemento era no trato. Casado, esposa diabética e uma filha psicóloga, a primeira aquisição do novo Secretário, um mês depois de empossado, foram quatro ferraduras de prata.  Duas ou três vantagens de se ter por Secretário um cavalo: o cavalo come capim e não reclama. O cavalo dorme em cama de palha e não veste terno Armani. O cavalo não bebe Brahma […] Leia a crônica completa

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