A herança maldita do aposentado – Parte 2 – O casamento

Carlos H. Peixoto

Fredegunda não verteu uma única lágrima pelo falecimento do pai. Arcádio também não. Aliás, ele não chorava desde a morte de seu cachorro Tião, picado por uma cobra surucucu, quando os dois amigos participavam de uma caçada no Vale do Ribeira.

No dia seguinte à missa de sétimo dia, temeroso de perder a oportunidade, o aposentado observou que era necessário pôr de parte as conveniências e apressar as núpcias. Ao ouvi-lo, Fredegunda deitou-lhe os braços ao pescoço, e, derramando copiosas lágrimas, exclamou:

— Sim, meu amor, o casamento será a minha salvação!

Em uma cerimônia simples, trocaram alianças na igrejinha da vila. Pra evitar falação, não fizeram festa.

A lua de mel, passada no Pesque e Pague do Juca, foi um fiasco. Durante o dia o inativo ficou dando banho em minhoca, e quando chegou a noite, quarenta e cinco minutos antes do momento glorioso, Arcádio deu início ao ritual de elevação peniana […] Leia a segunda parte da crônica

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