Fiscal-cop

Carlos H. Peixoto

Em meados do século XXII, trinta e dois anos depois de o tataraneto de George W. Bush, acossado pelo expansionismo chinês, ter detonado a bomba de nêutrons sobre Pequim, a Califórnia submergiu, tragada por um terremoto de 15 pontos na escala Richter — o equivalente a 80 bombas de Hiroshima. Centenas de ilhas do Pacífico desapareceram, engolidas por ondas enormes; a Ásia Meridional virou um pântano habitado por moscas e baratas, tão grandes quanto cavalos puros-sangues — com o detalhe de que, para esses insetos pestilentos, o sangue humano constitui a principal fonte de alimento.

Com o degelo dos polos, o Cristo Redentor e o Morro da Urca foram engolidos pelo avanço das águas. Juiz de Fora desbancou o Rio de Janeiro, passando a ser conhecida como Nova Copacabana, e, finalmente, os mineiros conseguiram uma saída privativa para o mar.

Bactérias tóxicas, que se alimentam da poluição expelida pelos automóveis, mataram bilhões de pessoas em todo o planeta, obrigando o Poder Público a transferir todo o sistema de transporte para debaixo da terra, por meio de trens movidos a nitrogênio. Ao longo da Linha Verde, milhares de carros abandonados apodrecem ao relento […] Leia a crônica completa

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One Comment to “Fiscal-cop”

  1. De fato, como previsão do futuro, está deixando o diabo envergonhado!

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