Brasil, greves para uns, teto livre para outros

Augusto Bernardo Sampaio Cecílio*

Ao entregar os cargos, os Auditores em chefia estão afirmando que não compactuam com a irresponsabilidade

O Brasil vive momentos de turbulência no setor público. Enquanto a mídia divulga que determinadas categorias funcionais ultrapassam o teto salarial vigente, muitas outras lutam por melhorias salariais e até mesmo de sobrevivência. A desigualdade é muito grande.

Para o site Mundo Sindical, texto de 18 de julho mostra que o país vem enfrentando uma onda de greves em diversos setores do serviço público. Agora o setor federal é o que está paralisado. Trabalhadores técnico-administrativos das Universidades federais e docentes, totalizando 58 universidades, e os trabalhadores dos Institutos Federais de Ensino, totalizando 207 unidades de ensino, estão em greve. Ainda há os órgãos da  Funasa, Incra, Agricultura, Arquivo Nacional, Saúde, Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Justiça, Trabalho e Emprego e Previdência Social também aderiram a greve unificada do funcionalismo público federal. E pela primeira vez na sua história, o Itamaraty enfrentou uma greve dos seus servidores, afetando as atividades de 92 postos de atendimento brasileiros no exterior. Os trabalhadores do judiciário também paralisaram suas atividades entre os dias 4 e 5, com foco na Justiça Eleitoral, o que foi denominado como “Apagão” do Judiciário Federal e MPU.

Para João Paulo Ribeiro, secretário de Serviços Públicos e do Trabalhador Público da CTB, o que justifica esse movimento grevista em todo o país é justamente a ausência de um marco regulatório do direito à negociação coletiva e do direito de greve. O setor federal ainda não obteve êxito nas negociações devido à falta de sensibilidade do Ministério do Planejamento em apresentar propostas concretas às demandas dos servidores, não propondo nenhum tipo de política salarial que trate efetivamente de correção das distorções ou perdas salariais das categorias, no último período. A lentidão, ou falta de interesse, em negociar com os trabalhadores públicos federais fica evidente, pois o governo realiza inúmeras reuniões, mas sem qualquer efetividade em relação às pautas de reivindicações. Estes trabalhadores, mais de 1 milhão de trabalhadores entre ativos, aposentados e pensionistas, lutam para que sejam incluídos no orçamento de 2013, pois, o prazo legal para que o governo envie ao Congresso Nacional o produto final das negociações é até o 31 de agosto, e caso o governo não envie o orçamento, os trabalhadores ficarão 2013 sem aumento, principalmente os servidores da saúde, educação, saneamento, meio ambiente, entre outros […] Leia o artigo completo

 *Auditor fiscal do Amazonas

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One Comment to “Brasil, greves para uns, teto livre para outros”

  1. Os atuais grevistas têm sido muito condescendentes com o governo que já mostrou ao longo dos tempos sua disposição de reduzir salários que não sejam das categorias funcionais mais próximas daqueles que sempre
    reajustam seus proventos como bem entendem. Um governo sem moral que criminosamente rouba anualmente
    os benefícios dos aposentados que ganham acima do salário mínimo.

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