Sindifisco Nacional: Faremos governo sangrar

“Se houver alguma tentativa de separar a Aduana [da Receita Federal], iremos para a guerra. E, com certeza, ambos os lados sairão muito feridos”

A declaração de Pedro Delarue, presidente do Sindifisco, em tom bélico foi reproduzido em textos pendurados no site da entidade.

Se o governo levar adiante o plano de substituir na fiscalização aduaneira os auditores federais por servidores dos Estados e das prefeituras, a medida será entendida como uma “declaração de guerra” E nessa guerra, vamos fazer o governo sangrar. Não entendo como um partido com a história do PT, quando uma categoria faz uma mobilização, baixe um decreto em que coloca trabalhadores para furar greve de outros trabalhadores, numa atitude inconstitucional e com características ditatoriais. Isso é inaceitável

A hipótese de substituição de servidores federais por funcionários estaduais e municipais está prevista no decreto 7.777, editado por Dilma Rousseff em 24 de julho como resposta às greves.

Delarue contou aos seus pares que o auxiliar de Miriam Belchior prometeu levar à mesa, na semana que vem, as propostas do governo às diferentes corporações paralisadas. Trava-se uma corrida contra o relógio. Vence em 31 de agosto o prazo para que o Planalto envie ao Congresso a proposta de Orçamento da União para 2013.

“Não será aceito reajuste zero. Exigimos tratamento condizente com a importância das nossas atividades”, disse Pedro Delarue a Sérgio Mendonça, secretário de Relações do Trabalho da pasta do Planejamento, segundo o relato feito por ele na reunião do Sindifisco. Como que decidido a provar ao governo que não está para brincadeira, o sindicato dos auditores aprovou um lote de providências radioativas.

Além do ‘Dia Nacional de Entrega das Chefias’, programado para a próxima quarta-feira (15), decidiu-se realizar duas paralisações de 48 horas – uma nos dias 22 e 23 de agosto e outra em 28 e 29 de agosto […] Leia mais

2 Comentários to “Sindifisco Nacional: Faremos governo sangrar”

  1. E se as Fazendas estaduais e municipais decidirem realmente enviar servidores fiscais para suprir funções privativas do Fisco Federal — vale dizer, funções para as quais NÃO ESTÃO PREPARADOS, NÃO FORAM TREINADOS e NÃO PRESTARAM CONCURSO — também as Chefias estaduais e municipais, se tiverem hombrindade, deveriam recusar-se a repassar a ordem absurda, baseada em decreto manifestamente ilegal, subscrevendo ATO COLETIVO no qual expresse esta posição, e, se houver contradita ou ameaça de represálias estaduais ou municipais, também estas chefias deveriam promover a ENTREGA COLETIVAS DAS SUAS FUNÇÕES.
    Os servidores das cúpulas dos Fiscos estaduais e municipais precisam ter mais POSTURA. Aliás, já deveriam ter adotado alguma posição similar quanto às suas próprias reivindicações locais. Em São Paulo, por exemplo, há muito o fisco não é atendido em seus pleitos. Estamos desde 2010 sem aumento!!
    E se além de não fazerem nada em prol da classe que integram, as chefias paulistas furarem a greve federal, então será o final dos tempos.
    Que as entidades de classe e as cúpulas estaduais e municipais assumam posição FIRME em defesa da greve federal. Os governos precisam aprender a tratar melhor os servidores públicos. Isto para o bem do Brasil.
    E quem fala isto tem defendido publicamente, em artigos estampados aqui no Blog do AFR e em outras praças, a política econômica do governo federal, os incentivos tributários, a baixa dos juros, etc. Portanto, não é por razão eleitoral.
    É que tenho notado, sobretudo a partir do segundo ano do governo Dilma, na qual votei, que alguns rumos estão piorando, em prejuízo da renda dos servidores públicos, da demanda agregada da economia, e da IMAGEM do governo federal junto à população.
    O serviço público, presidente Dilma, é o ponto FUNDAMENTAL de qualquer governo. Se o serviço público estiver mal, o governo será PÉSSIMO. Se for isto que a presidente Dilma quer, então vá em frente, que o abismo é logo ali. E quem avisa é amigo do seu governo, já apresentou até sugestões, por escrito, ao então candidato Lula, ao tempo do Instituto de Cidadania, e várias foram acolhidas, eis que foram postas em prática e até então sequer eram cogitadas, recebi inclusive carta de agradecimento. Que a presidente ouça os que querem bem ao Brasil, como ela, pois não há simpatizante que simpatize com medidas antipáticas, com intransigência, com inexistência de aumentos, com inexistência de correção de distorções nos planos de carreira, etc. Até a economia se ressente, pois esse tratamento duro implica em declínio da demanda agregada, semelhante ao que ocorrreu na Grécia e ocorrer agora em toda a Europa. É isso que a presidente quer?

  2. Desculpem os grosseiros erros de concordância, pois escrevi sob o ímpeto da irritação, o que não os justifica. Mas creio que dá para entender.

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