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maio 1, 2012

O 1º de Maio. Trabalhadores, populismo e burguesia

TeoFranco

Graças à manifestação de milhares de pessoas nas ruas de Chicago, em 1886, buscando a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias é que hoje se comemora o 1º de Maio

No Brasil, até o início da Era Vargas (1930-1945), o Dia do Trabalho era considerado como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o “cidadão trabalhador”. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, as Centrais Sindicais realizam mega eventos festivos, com nomes da música popular e sorteios de prêmios, incluindo automóveis e casa própria. Ninguém mais se lembra ou faz menção aos líderes trabalhistas de Chicago, condenados à forca em 1886, dentre eles três jornalistas.

Por ironia do destino, o mesmo Lula que comandou tais lutas marcadas na história do sindicalismo nacional, colaborou para a desconstrução sindical no seu governo. Com o PT no governo, iniciou-se um novo e triste processo de peleguismo, presente, tanto na CUT, como em outras centrais sindicais corrompidas pelo governo Lula. A volta do peleguismo transformou o sindicalismo, modo geral, num antro de corrupção, prestando-se aos interesses da burguesia que ‘nunca antes, na história desse país’ gozou de tanta tranquilidade e fartos lucros (artigo publicado em gilvanrocha.blogspot.com).

Enquanto isso, grupos de empresários se unem para prestar graciosos serviços ao Estado de norte ao sul do Brasil, difundindo conceitos ‘modernos’ de gestão aos mais diversos órgãos de governos de todos os partidos, sem exceção. Por sua vez, algumas entidades de classe, mais responsáveis, preparadas e atentas, tentam mostrar o outro lado, a essência do papel do serviço público, e a dedicação e capacidade daquele que enfrentou um disputado concurso: O digníssimo Servidor Público.

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