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fevereiro 10, 2012

Crise de comando. Qual a saída?

A crise interna que o Sinafresp atravessa parece ter alcançado níveis elevados entre os membros da Diretoria Executiva. É o que o membro do Conselho de Representantes Roberto Bianchi alerta em sua reflexão:

Roberto Bianchi
Colegas,
Dada a gravidade da crise que vive o Sinafresp e nos afeta a todos, na condição de associado há 14 anos desta importante organização venho a público para propor uma possível saída que seja construtiva para o impasse que vivemos, não sou de querer dourar pílulas, e nem tenho ambições maiores que me aposentar daqui a pouco com uma PEC aprovada. Estas mensagens foram inicialmente postadas no grupo de e-mails do Conselho, Conselho que se reunirá amanhã cedo. Que os colegas reflitam sobre a situação e tragam outras possibilidades de saída deste terrível e destrutivo impasse.

Precisamos avaliar se diante da Crise de comando que vivemos, com indícios de ser crônica, com o desencontro diário entre os oficiais do nosso navio na ponte de comando, se ainda  poderemos realizar os planos de navegação para lugares agradáveis ou não. A Autoridade do capitão do navio já foi ofendida de diversas maneiras, se coloque no lugar do nosso comandante, poderemos seguir com um comando em desencontro e nos levando a paralisia?Não se trata somente de quem assina isso ou aquilo, a desarmonia é gritante, o desencontro de visões está patente, e nos afeta a todos, nós os associados não sabemos o que esperar amanhã, qual a próxima frustração?

O que percebo a cada dia que passa é que os associados, pelo menos os do meu distrito, perdem a paciência em entender a nova crise, dentro da grande Crise, e com esta perda a Esperança se transforma em apatia, desmotivação e desanimo.
Precisamos encarar a Crise de frente, lamentando que uma diretoria que ao se analisar cada diretor separadamente se juraria que o conjunto teria que ser excelente, a vida nos prega peças, o conjunto não depende somente da qualidade de cada indivíduo, e parece vivemos um momento muito desagradável desses.
O que fazer? Enfiarmos a cabeça na areia e fugirmos do nosso drama, fazer de conta que não temos problema algum?

Os problemas a frente da Classe não podem esperar, enquanto ficarmos discutindo quem assina o que, o culpado pelo último caso do MP, a situação se deteriora a olhos vistos. Podemos prometer a Classe a implantação da Mobilização quando a maioria nem comparece as reuniões destes dias para dizer o que sentem o que pensam do presente e do futuro?

Vamos persistir, sem uma derradeira reflexão, rumo ao final do ano de 2012 neste clima sombrio e sem perspectivas de algum resultado prático. Vivemos um impasse, precisamos rompê-lo ou seremos engolidos, deixando para a próxima direção um sindicato ainda mais desmoralizado comprometendo-se mais um mandato. Acho que é hora de se colocar um ponto final deste Ato. Talvez devessemos consultar a Classe em AGE se querem eleição antecipada para passarmos a limpo a situação toda. Recomeçar de novo.

Abraços,
RPB

O Conselho de Representantes estará reunido neste sábado (11) para tratar de diversos assuntos de interesse da nossa carreira. O que se espera é que seja analisado este impasse e interceda de forma definitiva nesta questão com serenidade e responsabilidade inerente ao papel de fiel REPRESENTANTE DA BASE DE FILIADOS. Afinal um “navio” como o nosso com mais de 5.000 filiados (e suas famílias) “a bordo” não podem correr o risco de inoperância administrativa e incapacidade de liderança.

Leia também: SINAFRESP – Presente e Futuro

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fevereiro 10, 2012

A caixa de Pandora

Amadeu Robson Cordeiro

Voltar para situações das quais já nos despedimos, buscando os nossos direitos, é como aconselhar a vida a não promover desafios. Posso estar sendo extravagante, mas, não gosto do voltar quando é remexer, repetir, se render, e em certos casos, cair, trair. Voltar me tira a possibilidade de ir em frente, titubeia as minhas decisões, não me permite avançar e zomba das minhas chances de partir, frente as  minhas convicções. Temos de ser livres, porque sem liberdade não somos nada. Ou, mais precisamente, não somos mais que marionetes de nós mesmos, sempre querendo o que nem sabemos se queremos. A liberdade é a chance real de ser livre, independente da barganha. O preso sofre porque sonha com o outro lado da muralha; a alegria de correr lhe parece tão próxima. O peixe se desespera porque contempla a água pertinho, na maré baixa, sem conseguir tocá-la. O passarinho gorjeia seu lamento porque a gaiola vazada expõe os galhos das árvores, que parecem acenar convite para uma longa dança. Alguns não enxergam as suas forças e voltam, retornam e se submetem ao “desde que”. Assim, padecemos com a falsa felicidade, afastada de uma realidade que teimam em não ver […] Leia o artigo completo

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