O buraco é mais embaixo

Prezados,

Afora a luta salarial tem muito a ser feito em diversas frentes. O papel de um sindicato vai muito além da questão básica e essencial que é a remuneração do servidor.

O sindicato erra na estratégia e a categoria não exige o reparo devido. Continua tudo com antes no Quartel de Abrantes. Os dirigentes sabem que a categoria não tem força nem pra cobrar os seus direitos via representantes regionais. A maioria esta alinhada com a diretoria. O modelo não mudou. A Chapa Superação 2010 vendeu gato por lebre.

Onde ficaram as outras questões:

1) Lei Orgânica? Alguém conhece alguma linha do texto?

2) Estrutura funcional e Metodologia de Trabalho não é debatida pela Administração, muito menos pelo sindicato. A categoria tem muito a contribuir construtivamente para a melhoria dos sistemas de gestão.

3) Assessoria de Imprensa que só consegue publicar em jornalecos do interior e sites desconhecidos.

4) Articulação política refinada e eficaz.

5) Seminários, simpósios e Congressos. A gestão anterior, tão criticada, embora com 12 meses de debate da reestruturação da carreira, entre agosto/2007 a julho/2008, quando ocorreram inúmeras mobilizações, e diversas AGE’s (com mensalidade bem menor) realizou seis eventos:

23/03/2007 – O Servidor Público e a Previdência Pública

16/05/2007 – O Supersimples e o ICMS

06/07/2007 – Proposta de um Novo Sistema Tributário Nacional

18/03/2009 – “SPED e NF-e” – Sistema Público de Escrituração Digital e Nota Fiscal Eletrônica

16/06/2009 – Substituição Tributária no ICMS

14/10/2009 – O Enfoque Contábil na Ação Fiscal e o Novo Padrão Contábil Brasileiro

https://blogdoafr.com/2011/05/21/imagem-acao/

Por que o Sinafresp (diretoria/conselho):

1) Não incentiva o debate sobre a Lei Orgânica?

2) Não promove oficinas de trabalho e Encontros Regionais/Estadual para reflexão sobre a Carreira? Temos um excelente texto inicial do colega Valente (veja aqui).

3) Por que a Assessoria de Imprensa contratada pelo Sinafresp nunca funciona a contento?

4) Não convida colegas que conhecem a área de Marketing & Imprensa para formar um Conselho Político e Divulgação?

5) Não decolou, também, nesta área? Com dois anos de gestão, tivemos um seminário (com vagas limitadíssimas) e outro na carona do Sindifisco Nacional no interior. Houve aumento de mensalidade. E menos serviços prestados (???)

Por que não se convoca AGE’s (agora Regionais), Seminários, e, principalmente Programas de Formação Política e Treinamento de novos líderes (não é cursinho de 5 horas/aula? Estudos revelam que o que existe (nos sindicatos) é um natural envelhecimento das direções sindicais. Pesquisa realizada no 8º Concut (2003) revelou que 58% das lideranças tinham mais de 40 anos de idade, enquanto no 5º Concut (1994) eram 29%. Essa amostragem, revela a preocupante ausência da renovação das lideranças e a fragilidade do trabalho de formação e de reciclagem político-sindical dos dirigentes e ativistas de base. O investimento em formação é hoje uma prioridade e deve ser tratada como emergencial. Do contrário, os sindicatos não expressarão as novas realidades do trabalho, inclusive com o crescente ingresso de jovens, e não terão como dar respostas ao complexo debate de ideias que permeia a sociedade e os próprios temas fins da atividade da categoria.

Leia mais: https://blogdoafr.com/2011/05/21/imagem-acao/ e https://blogdoafr.com/2010/12/26/projeto-de-formacao-sindical/

Como bem falou o Bianchi, é melhor fechar pra balanço e alugar as salas da Maria Paula, suspender o desconto da mensalidade, pois não esta fazendo diferença a atuação sindical.

O que nos falta, não seria algo como mais atitude? O Conselho é independente? Conseguiria agir sem a TUTELA da Diretoria?

Eu prefiro um sindicato mais democrático, que realmente saiba dividir tarefas e as decisões com seus representados, pois o que vimos no episódio da Proposta de Fim da Função Básica foi TUTELA da vontade dos filiados, tão reclamada por alguns quando se trata da Administração Fazendária (sic)

Para concluir, um sindicato forte precisa de:

1) Politização da classe 2) Organização na base  3) Formação de classe  4) Ação intersindical 5) Ações sociais

https://blogdoafr.com/2011/01/09/5-pontos-para-um-sindicato-forte/

Tudo isso é dever de quem esta no poder e um direito do filiado que confiou o seu voto na chapa eleita. Um bom (re)começo seria os Representantes Regionais ouvirem as suas bases e fecharem 100% com elas para a participação e representação na Reunião do Conselho”

TeoFranco

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6 Comentários to “O buraco é mais embaixo”

  1. Apesar de estar convencido que o Contexto social e econômico em que vivemos dita, ou influencia fortemente, os comportamentos, e que a sua proposta aqui nesta mensagem requer como pré requisito um comportamento, uma postura em falta no mundo atual, e não só entre nós AFRs, a valorização do conceito de pertencimento no destino de uma Classe (AFRS), o Coletivo (coisa de comunistas), a Cidadania (palavrão atualmente), e o trinfo do Individualismo, apesar de tudo isso gostei do seu diagnóstico-proposta, como veterano, nascido em 1950, estes conceitos e esta sugestão de governo, ou governça (mais atual este termo) me atraem, gostaria de ver uma Chapa para novembro de 2012 com pessoas e um Programa, a vera, nesta linha, terão o meu votinho, e podem contar com meu apoio ATIVO, não só de filosofo.

    Quanto a Filosofia,e filósofos, um reparo e um complemento ao meu texto de ontem.

    O colega que ontem chamou a nossa atenção sobre o excesso de filósofos entre nós, tem razão, desde que pondere o seguinte:

    1-“Não se trata de compreender o mundo, mas de transformá-lo”.(Karl Marx)

    Neste sentido filosofar é fundamental e prático.

    2-Num grupo de e-mails não cabe agir, fazer, não se pode esperar de um grupo de e-mails uma ação de Sindicato.

    3- Sem o debate, a analise, a reflexão, a apresentação de pontos de vistas, de propostas de AÇÃO, propostas de Métodos de Ação, não se terá ação com probabilidade alta de Eficácia. Cairíamos num anti-intelectualismo grosseiro, o AGIR sem pensar, sem rfletir,etc…

    4-A queixa do colega, que apoio, de muito chiacherare, milonga, papo furado, ai estamos no inútil, na perda de tempo.

    Devemos cobrar quem tem o Poder e os Recursos para o fazer, neste caso:

    -primeiro a diretoria do Sindicato;

    -segundo os conselheiros, representantes dos donos do Sindicato;

    -terceiro os associados, os donos, os cidadãos, devem cobrar diretores e conselheiros, exercerem a cidadania, ou o Direito de Consumidores (dos serviços do Sindicato) este último mais afinado com a Sociedade de Consumo em que vivemos. E objeto da minha crítica de ontem: O individualismo triunfou!

    Abraços,

    RPB

  2. Pois é Bianchi, pregamos ao vento há vários anos, parece que somos todos surdos, ou seríamos mesmo é um bando de covardes???
    Na verdade se gente tão tímida, para dizer o mínimo, ocupa os cargos de representação, é porque deixamos.
    MInha experiência no Conselho foi trágica.
    O Conselho e a Diretoria representam sim a classe, como ela é. As exceções não têm força para mudar o comportamento da maioria….
    É a democracia brasileira, o grande circo que faz o paraíso do status quo da escravidão!
    Democracia, eta desculpa boa para os esperrrtossssss “líderes” que sabem sofismar tão bem……..
    Edison

  3. Téo ,sua definição do que seja o real papel de um sindicato é tudo o que pregamos na última eleição, mas, infelizmente, a timidez prevaleceu, e perdemos mais três anos na tarefa de montar uma classe de verdade.
    E cada vez mais, será preciso esforço maior para deslanchar um processo de conscientização.
    Enquanto isso, as forças às quais interessa o funcionalismo público aviltado avançam a galope.
    Edison

  4. Aqui em Rondônia a coisa está bem pior!!!!. Imaginem os senhores que o Presidente do Sindicato e boa parte da diretoria foram cooptados explicitamente pelo governo do Estado em troca de cargos na alto escalão. Enquanto isso, os postos fiscais não tem nenhuma segurança, seja policial ou privada e faltam desde grampos de papel até copiadoras. Não houve, no ano que passou nenhuma assembléia para discutir uma pauta de interesse da categoria. A coisa tá feia. É o caos sindical. Já se houve até o tropel dos cavalos dos cavaleiros do apocalipse sindical se aproximando.

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