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janeiro 2, 2012

Da lei orgânica. Do moderno e do arcaico. Da dignidade de uma profissão. Do resgate de uma classe.

Edison Farah

Colegas do Fisco paulista, e também colegas do fisco nacional em todas as instâncias, municipal, estadual e federal:

Em meditação inevitável nos finais  e inícios dos anos em nossas  jornadas terrenas, destas que nunca escapamos por mais que queiramos, qual avestruzes, enfiar a cabeça na areia para delas fugir, entre tantos assuntos que nos afligem hodiernamente, nestes primórdios do 3º milênio, não pôde faltar a sempre cruel e dolorosa análise da nossa relação com nossa profissão, do nosso comprometimento com o nosso povo, da nossa luta pela nação, essa luta que tem se revelado inglória para aqueles que pugnam por uma civilização decente nestes trópicos. Tenho para mim que a nossa profissão, de agentes públicos arrecadadores de tributos, está entre as essenciais para a existência de Estado-Nação  que se pretenda democrático de fato, ou seja, justo na gerência e distribuição da riqueza. Todo discurso sobre o que seja democracia, como liberdade de expressão, igualdade racial, liberdade de imprensa, erradicação de preconceitos raciais, sexuais,  religiosos, etc., tudo isso é balela para se manter a escravidão da maioria do povo quando não há justa distribuição dos recursos de um país. O Estado  Brasileiro, com os três poderes, Executivo, Legislativo e  Judiciário, dominados pelo poder econômico, não  é democracia. É arremedo circense para ilusão do um povo anestesiado e mantido sob permanente tutela pela mídia poderosa a serviço do “status quo”.

Nesta esteira  é que o fisco sério e integro, infenso a injunções de qualquer ordem, seria essencial na promoção da verdadeira democracia, junto com um Judiciário autenticamente comprometido com a JUSTIÇA […] Leia o artigo completo

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