Delegado que prendeu juiz “não é aprovado” em estágio probatório

O delegado Frederico Costa Miguel, 31, foi exonerado da Polícia Civil de São Paulo. O ato foi assinado por Alckmin e publicado no dia 27 no “Diário Oficial”

Em outubro deste ano, Miguel acusou Francisco Orlando de Souza, magistrado do Tribunal de Justiça, de dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria. O governo nega qualquer relação entre a exoneração do delegado e o incidente. Souza discutiu no trânsito com um motorista e ambos pararam no 1º DP de São Bernardo do Campo para brigar, mas foram impedidos pelo então delegado. Apesar da repercussão, o caso não foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. Dez dias após o incidente, o juiz foi promovido a desembargador pelo TJ.

Estou surpreso com a exoneração. Não sei os motivos da decisão do governador e não tive direito de defesa” [disse o ex-delegado]

Segundo o ato, Miguel foi exonerado por não ser aprovado no estágio probatório de três anos. Ele chegaria ao fim dessa fase em 30 de janeiro.  […] Leia mais

5 Comentários to “Delegado que prendeu juiz “não é aprovado” em estágio probatório”

  1. Este é o 1º caso que conheço de uma não-aprovação em estágio probatório!

    Tenho certeza de que esse servidor teria sido aprovado no estágio probatório, sem qualquer retrição, se tivesse demonstrado desídia, relaxo e pouco caso com coisa pública, ao invés de adequada postura, coragem e combatividade.

    Na minha opinião, a atitude do nosso Governador foi de uma covardia sem tamanho.

    Espero que esta decisão seja revertida o quanto antes pelos membros decentes, honestos e dignos do nosso Poder Judiciário.

  2. Sendo correta essa versão apontada pelo colega Fernando e considerando que o caso em questão foi polêmico e de conhecimento público (mesmo que não fosse), considero ser obrigação do Governador ter se informado a respeito dos fatos e formado juízo sobre a questão antes de ter assinado a exoneração de Frederico Costa Miguel.

    Querendo ou não, o Governador assinou o ato, provocando consequências que poderão ser nefastas para a vida desse combativo e diligente ex-servidor público paulista. Desta forma, o Governador é o responsável, sem sombra de dúvida.

    Se o Governador tiver algum senso de justiça e quiser preservar a própria imagem, poderá muito bem anular esse ato.

  3. Governantes costumam se preocupar exageradamente com a imagem, não importa o custo disso, nem que tenha que vender que é incólume e impoluto. Para tanto, preferem demitir para engordar as estatísticas as quais são facilmente vendidas aos leitores desavisados pela mídia dominante. Afora isso, outros interesses podem pesar a balança para o lado que tiver maior “influência” sobre o poder constituído, infelizmente.

  4. Sempre há o devido processo legal, caso contrário a demissão é ilegal. O cara ganha facilmente na justiça…

PARTICIPE, deixando sua opinião sobre o post:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: