AFR é preso em Ribeirão Preto

Um servidor público estadual da Secretaria da Fazenda foi preso na manhã desta segunda-feira em Ribeirão Preto por acusação de crime de concussão, quando um servidor exige uma vantagem indevida aproveitando-se de seu cargo. A prisão é resultado de uma operação realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Estadual em Ribeirão. A polícia e a Promotoria apuraram que o servidor da Fazenda estadual estaria cobrando dinheiro de empresas fiscalizadas para que não fosse tão rígido na atuação como fiscal.

A prisão ocorreu em um momento em que o fiscal iria buscar dinheiro em um escritório de contabilidade, que seria parte da propina exigida pelo servidor. O nome do suspeito não foi informado pela PF nem pela Promotoria. O crime de concussão tem pena que pode chegar a oito anos de prisão. O SINAFRESP informou que foi prestado “suporte jurídico inicial necessário ao associado e sua família, a fim de que fosse resguardada a sua integridade física e moral de qualquer violação de direitos e garantias constitucionais” do filiado que foi libertado no dia seguinte sob fiança.

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6 Comentários to “AFR é preso em Ribeirão Preto”

  1. Que vergonha!

    É por causa de casos assim que a nossa classe tem uma imagem tão ruim perante à sociedade! Se os fatos ocorreram realmente da forma que foram noticiados, este “colega” deveria apodrecer na cadeia. Gostaria muito de ver mais contribuintes denunciando servidores corruptos. Lugar de bandido é na cadeia e não no serviço público!

    O que me causa mais desgosto é o fato de eu não perceber qualquer indignação na classe em relação ao ocorrido…

  2. Pelo jeito o assunto “Corrupção” vai continuar sendo um tabu na nossa classe por um longo tempo…

    Não sei se eu deveria ficar impressionado pelo fato de eu ser o único a ter comentado esta notícia por aqui…

  3. Meu caro colega: qualquer pessoa honesta, dentre as quais eu me incluo, adora ver um qualquer corrupto sendo denunciado – seja ele servidor ou político. Admito que não li a notícia. Não sei se há alguma prova mais contundente, tal como algum vídeo, mas não importa. Sem querer me ater a este caso específico ou a outro, e sim, falando de forma mais genérica, o silêncio de muitos fiscais externos aqui provavelmente se deve ao medo de serem vítimas de um golpe perpetrado por um contribuinte agindo de má-fé, como se ouve nos corredores tantas estórias por que passaram diversos colegas, com o intuito de tirar a credibilidade da auditoria realizada e se aproveitar para inverter a posição entre acusador e acusado. Nessa profissão, nós estamos entre a cruz e a espada sem o saber, porque não conhecemos a índole do responsável pelo estabelecimento até que o trabalho esteja concluído. Aliás, esse momento de conclusão da auditoria pode ser o início de tudo, como ocorreu com um ilustre Delegado da capital, também juiz do TIT, não faz muito tempo. Ele teve que se defender na Justiça sozinho contra uma banca de advogados contratados por uma quadrilha organizada durante boa parte do tempo, pelo menos até o dia em que a Fazenda finalmente acordou e mobilizou seus recursos em seu auxílio. Este é um caso que se tornou famoso dentro do fisco paulista. Mas lembre-se, ele era um Delegado da capital e juiz do TIT, um colega com network bastante forte aqui dentro. Agora pense: e se fosse eu? E se fosse você? Talvez por isso, muitos de nós evitem criticar o colega antes do processo haver tramitado em julgado, quando as provas de sua responsabilidade são levadas ao conhecimento público, Sei lá. É só uma reflexão minha.

  4. Prezados,
    Interessante artigo do Prof. Marciano Buffon, A Questão da corrupção: Quem é a favor? https://proafr.files.wordpress.com/2011/12/charge-noel7.jpg Ele discorre sobre o nosso tipo ou grau de indignação sobre o tema.

  5. No Tocantins: http://surgiu.com.br/noticia/22862/policia-civil-prende-auditor-fiscal-por-propina.html
    A verdade é que esse tipo de conduta não é “privilégio” da nossa carreira. Como um microcosmo da sociedade, reflete tudo que ela tem de bom e ruim. O fundamental, além da positiva indignação da carreira, é apoiar um processo imparcial de apuração, para que o servidor receba a justa punição, se for o caso.

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