Eleições AFRESP, escolhendo a Chapa

OPINIÃO

Tenho conversado com alguns colegas sobre a Eleição para a diretoria da AFRESP 2012. Uma boa parte tem seu voto definido, uns preferem a continuidade com a Chapa “Responsabilidade pelo Futuro” (Teruo), justificam que preferem a consistência, a maturidade e a experiência. Outros sentem-se insatisfeitos, por isso querem sangue novo, mudança e inovação, escolheram a Chapa “AFRESP para Todos” (Renato).

O cenário melhorou desde a última eleição, temos agora uma alternativa. Em 2008, pós reestruturação, não havia oposição. Agora se apresentam dois polos, de um lado um grupo representado pelo candidato Teruo Massita, que já presidiu a entidade por duas ocasiões, foi Conselheiro sucessivas vezes. De outro, um grupo liderado por um colega mais jovem, Renato Cialfi Abbondanza, com trajetória classista mais modesta. Na vida política temos visto, tanto candidatos com trajetória contínua e ascendente, como de expoentes eleitos de forma meteórica. Exemplos não faltam.

Por um lado, dizem alguns, que a categoria é passiva e por isso tem merecido a ausência de renovação natural que deve existir numa entidade como a AFRESP, da mesma forma se procede nos diversos setores da sociedade. De outro, existe quem aponte a falha, por parte dos que passam pelo poder, nas entidades, sem estimular novos talentos, deixando de trazer os mais novos para participarem e aprenderem como se faz a gestão política e administrativa. Chegamos assim no cruzamento de duas vias, ou ponto de inflexão, que é um ótimo sinal de reação saudável por parte do organismo, que é o seu corpo de associados, legítimos proprietários que terão que decidir qual direção tomar.

As duas opções trazem riscos, em termos gerais, a opção pela segurança por quem já é conhecido gera menos ansiedade pelo futuro mais próximo, na expectativa de se ter administração estabilizada. No entanto, num futuro não muito distante, essa “constância” será seriamente ameaçada, na medida que os anos e a idade das pessoas são implacáveis, queira ou não, os “menos experientes” acabarão assumindo o “poder”. A opção pela renovação, naturalmente traz novas expectativas de padrões inovadores e métodos alternativos, mas causa, também, preocupação pela falta de conhecimento do status ou modus operandi. Em geral, o ser humano só opta por mudanças quando a insatisfação é grande, os prefeitos e demais governantes é que o digam. A grande parte da população prefere o mais cômodo e seguro em situações de normalidade. Mas, em nosso meio, dentro da nossa categoria, creio que esta reflexão deve ser mais bem trabalhada para que possamos escolher a melhor opção.

Assim mesmo, após a eleição, ninguém garante que os rumos (promessas) não serão alterados ou revistos, por contingências alheias ou não. De qualquer forma, eu, particularmente, defendo que um líder (ou grupo que esta no comando), por responsabilidade, deve sempre fomentar novos valores, e não ao contrário, se perpetuando no poder!

TeoFranco

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