Assalariados pagam mais IR do que bancos

As distorções tributárias do País prejudicam a classe média, que contribui com mais impostos do que os bancos. Análise feita pelo Sindicato Nacional de Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), e confirmada por especialistas, indica que os trabalhadores pagaram o equivalente a 9,9% da arrecadação federal somente com o recolhimento de Imposto de Renda ao longo de um ano. As entidades financeiras arcaram com menos da metade disso (4,1%), com o pagamento de quatro tributos.

Os dados mostram a opção equivocada do governo brasileiro de tributar a renda em vez da riqueza e do patrimônio”, avalia João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A face mais nítida desta escolha, segundo o especialista, é a retenção de imposto de renda na fonte, ou seja, no salário do trabalhador. “São poucos os países que, como o Brasil, não deixam as empresas e as pessoas formarem riqueza,” afirmou. “Todos os tributaristas entendem que não está correto, era preciso tributar quem tem mais.” […] Leia mais

One Comment to “Assalariados pagam mais IR do que bancos”

  1. A matéria é ótima, bem como é muito bom verificar que institutos de renome como o IBPT, provocados por estudos como do SINDIFISCO, agora estão lembrando de uma verdade que eu repito “ad nauseam”: existe uma classe média assalariada e fatigada neste país, que suporta o país em seus ombros! Aliás, além dos números retratarem esta triste realidade de forma eloquente, nua e crua, todos sabemos ainda que os tributos ditos pagos pelos bancos, são considerados como custos e despesas e, portanto, repassados nas escorchantes tarifas bancárias cobradas, pagas também pelos assalariados. Sem falar dos altíssimos juros, frutos incestuosos de um spread bancário completamente injustificável e pornográfico e que dá enorme lucro para os onzenários. Inclusive, tal designação já é ultrapassada, ao menos aqui no Brasil onde os usurários do sistema financeiro cobram taxas superiores a 100% a.a. Essa injustiça, que é histórica, tem que ser mudada urgente e sensivelmente. Devido a pressões sociais neste sentido, há algum tempo já há atualização anual das tabelas do IRPF. No entanto, mesmo com essa relativamente recente política de atualização das tabelas do IRPF, que diminui insignificantemente a tributação da renda, é muito pouco o que foi feito até agora para alterar essa tremenda injustiça tributária, a qual, inclusive, desrespeita o princípio constitucional genérico da capacidade contributiva do art. 145, § 1º da CF. Tudo isso, como informa a excelente matéria, deve-se ao poder econômico e de loby que detém o sistema financeiro e o sacro-santo mercado, os quais como estamos assistindo está derrubando um governo atrás do outro na Europa.

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