Archive for novembro 9th, 2011

novembro 9, 2011

Audiência Pública sobre a PEC 443/2009

Dia 11/11, sexta-feira, às 15h na Assembleia Legislativa/SP – Auditório Teotônio Vilela

O Calendário de reuniões estaduais para tratar da PEC 443/2009 foi divulgado esta semana pela Comissão que analisa a proposta na Câmara dos Deputados. No dia 11, os membros da Comissão Especial vão promover audiência em São Paulo.

A PEC traz em sua ementa que o subsídio do grau ou nível máximo das carreiras da Advocacia-Geral da União, das Procuradorias dos Estados e do Distrito Federal corresponderá a 90,25% do subsídio mensal, fixado para os Ministros do STF, e os subsídios dos demais integrantes das respectivas categorias da estrutura da advocacia pública serão fixados em lei e escalonados, não podendo a diferença entre um e outro ser superior a dez por centro ou inferior a cinco por cento […] Leia mais

 

novembro 9, 2011

Peleguice sindical do filiado

Francisco das Chagas Barroso

[…] todo filiado pelego aceita com parcimônia a atuação pelega da diretoria, não se insurgindo contra nada, não representando ao conselho fiscal ou à justiça as irregularidades que sabe, sempre achando que pode atrapalhar alguma negociação, onde eternamente aguarda alguma “conquista” que não chega.
[…] todo filiado pelego se contenta com a prestação de contas fajuta do sindicato, não tendo coragem de exigir as notas fiscais e extratos bancários da entidade, para uma apuração mais detalhada.
Portanto, sem generalizações e respeitadas as exceções dos sindicatos sérios, não é difícil observar, a partir da realidade presente, que o movimento sindical brasileiro, seja no setor público ou privado, está esfacelado, sem lideranças, tomado pela peleguice e como os políticos, despido de reserva moral e sem credibilidade. Analogicamente ao mundo político, embora em um universo restrito, os trabalhadores das categorias não sabem eleger seus representantes ou não tem muitas opções […] Leia o artigo completo

novembro 9, 2011

Pensamento binário

Ocupação patética, reação tenebrosa

Ao que tudo indica, a ocupação da reitoria da USP foi de fato patrocinada por um grupo de aloprados, que atropelou o rito das assembleias realizadas até então e, num ato de desespero (calculado?), fez rolar morro abaixo uma pedra que, aos trancos, deveria ser endereçada para pontos mais altos da discussão.

A tropa de choque entra em ação, a sociedade aplaude – Uma vez que essa pedra rolou, como se viu, tudo desandou. Absolutamente tudo, o que se nota pela declaração do ministro-candidato-a-prefeito (algo como: bater em viciado pode, em estudante, não) e do governador (vamos dar aula de democracia para esses safadinhos), passando pela atitude da própria polícia (tão aplaudida como o caveirão do Bope que arrebenta favelas), de cinegrafistas (ávidos por flagrar os “marginais” de camiseta GAP) e de muitos, mas muitos mesmo, cidadãos que só esperavam o ataque aéreo dos japoneses em Pearl Harbor para, em nome da legalidade, arremessar suas bombas atômicas sobre Hiroshima.

O episódio, em si isolado, é sintomático em vários aspectos. Primeiro porque mostra que, como outros temas-tabus (questão agrária, aborto…), a discussão sobre a rebeldia estudantil é hoje um convite para o enterro do bom senso. O episódio foi, em todos os seus atos, uma demonstração do que o filósofo e professor da USP Vladimir Safatle chama de pensamento binário do debate nacional – segundo o qual a mente humana, como computadores pré-programados, só suporta a composição “zero” ou “um”.

Ou seja: estamos condicionados a um debate que só serve para dividir os argumentos em “a favor” ou “contra”, “aliado” ou “inimigo” […] Leia mais

Tags: