Juíza é executada em emboscada em Niterói

12 ago 2011

RIO – A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal, de 47 anos, foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira quando acabava de chegar em casa na Rua dos Corais, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Segundo testemunhas, homens encapuzados que estavam em dois carros e duas motos efetuaram os disparos antes mesmo que ela saísse do seu carro, um Fiat Idea. Câmeras da guarita do condomínio onde a juíza morava flagraram a movimentação de duas motocicletas e de dois carros que estariam envolvidos na execução. Um dos veículos foi colocado na entrada da garagem para impedir o acesso da juíza. Ela já havia recebido ameaças: Única a julgar processos de homicídios em São Gonçalo, a juíza era conhecida por uma atuação rigorosa contra a ação de grupos de extermínio naquela região do estado.

Uma ‘lista negra’ com 12 nomes possivelmente marcados para a morte – entre eles o da juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo – foi encontrada com Wanderson Silva Tavares, o Gordinho ou Tenente, de 34 anos, apontando como chefe do grupo de extermínio investigado por, pelo menos, 16 mortes em São Gonçalo nos últimos três anos. Preso por agentes da 72ª DP (Mutuá) em Guarapari, no Espírito Santo, em 2 de janeiro, Gordinho era o único integrante da quadrilha formada por civis e policiais militares que continuava foragido. 

Além da magistrada, compõem a ‘lista da morte’ de Gordinho: o promotor Paulo Roberto Mello Cunha, do Tribunal do Júri do município; três policiais do Núcleo de Homicídios da 72ª DP (Mutuá); o delegado Geraldo Assed; além de testemunhas dos crimes, entre elas a mãe de uma das vítimas, e até mesmo os próprios integrantes do grupo de extermínio que o apontaram como sendo líder do bando.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos, que esteve no local do crime, afirmou que admite a hipótese de a juíza Patrícia Acioli ter sido assassinada em consequência de sua atuação rigorosa contra grupos de extermínio formado por policiais militares Leia mais

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