Archive for maio, 2011

maio 31, 2011

Privatização na Polícia Federal

Funcionários terceirizados trabalham na área de embarque internacional em Viracopos: polêmica (Foto: Elcio Alves/AAN)

Polícia Federal usa 50 terceirizados em Viracopos fazendo checagem e fiscalização de documentos de viagem e entrevistas de imigração, além de emissão de passaportes em duas unidades da PF. Segundo o artigo 144 da Constituição Federal, são de sua exclusiva competência e requerem treinamento específico. As contratações, que ganharam status de “privatização”, vêm ocorrendo há quatro anos, mas não houve o aval do Congresso, como prevê a Constituição, para a mudança do modelo de gestão. Ao menos outros três aeroportos funcionam do mesmo jeito: Guarulhos (SP), Tom Jobim (RJ) e Presidente Juscelino Kubitschek (DF). Segundo o sindicato dos policiais federais, muitos dos contratados não possuem formação e assumiram as funções antes delegadas aos agentes. Os salários dos terceirizados são, em média, de R$ 670,00. Na carteira de trabalho, os terceirizados têm registro de recepcionista. Porém, no programa dos computadores da PF que eles operam a função é denominada de “auxiliar de imigração”. Mesmo sem treinamento, muitas vezes, eles acabam fazendo até a digitação de dados em um banco de informações sigilosas da PF — ao qual têm acesso mediante uso de senhas. Ainda de acordo com a Fenapef, a estimativa é que a instituição gaste cerca de R$ 100 milhões para pagar as empresas privadas por um serviço que ela deveria fazer. O diretor de relações de trabalho da Fenapef, Francisco Carlos Sabino, disse que a decisão aconteceu na época da crise dos aeroportos nacionais.

Não houve um debate pelo Congresso, pela sociedade, e era para ser uma solução provisória. Mas nada disso ocorreu. Colocaram as empresas privadas e isso se arrasta até hoje. A medida tomada agilizou a fila e a espera, porém colocou em risco a segurança nacional. É ilegal e imoral. Eles terceirizaram as funções da Polícia Federal. Eles ganham pouco, muitos não têm formação nenhuma. O policial federal passa por treinamentos, inclusive psicológico. Essas pessoas têm acesso às informações restritas e não sabemos quem são. Ninguém sabe de onde vêm e para onde vão esses funcionários. Eles não têm nenhum comprometimento com a instituição.”

Correio Popular – Campinas

maio 30, 2011

A arrogância precede a ruína

Um episódio chamou a atenção na semana passada no meio político brasileiro e que deve servir de exemplo a todos nós. O Ministro Antônio Pallocci, chefe da Casa Civil, protagonizou algumas trapalhadas na condução política da votação do novo Código Florestal no Congresso Nacional ameaçando tirar cargos do PMDB, isto porque o Partido propôs Emenda ao Projeto no Plenário da Casa, que foi vitoriosa no voto, mas que o governo não estava de acordo.

Pallocci, que é deputado federal licenciado, parece continuar atordoado pelas denúncias da Folha de São Paulo quanto ao espetacular crescimento do seu patrimônio pessoal, em vinte vezes, em apenas quatro anos. Mas mesmo assim teve que recuar da sua posição truculenta.

Lula “entrou de sola”

O “bicho pegou”, como se diz na gíria e o tarimbado ex-Presidente Lula entrou em ação. Segundo reportagem do site bahiatododia.com (veja aqui) Lula teria dito a Pallocci “você tome cuidado porque sua situação no Congresso não é boa. Todo mundo está insatisfeito com a sua conduta”. A reportagem revela que o fragilizado Ministro teria ligado para vários parlamentares para se desculpar. O PMDB que no início protestou com veemência recuou, mas todos sabem que isso pode custar muito caro ao Palácio.

Porém a oposição bradou.

Humildade é sempre um exemplo a ser seguido

A oposição também foi procurada pelo Ministro com pedido formal de desculpas. Mas o Senador Magno Malta (PR-ES) sequer atendeu a ligação de Pallocci e ainda esbravejou “Quando a crise pega esse pessoal do governo fica humildezinho, mas comigo não. Pallocci precisa aprender com este episódio. A arrogância precede a ruína”. Que esta experiência recente possa servir como mais um exemplo histórico a ser analisado pelos governos e todos nós. Já vimos vários grupos políticos, e na Bahia não faz muito tempo, assinarem sua derrocada a partir da sua soberba política.

Afinal, os governos passam e a nossa vida continua

Fonte: Sindsefaz-Bahia

maio 30, 2011

Alexandre Meirelles lança livro “Como Estudar para Concursos”

Nesta segunda-feira, 30 de maio, o colega paulista Alexandre Meirelles convida para o lançamento de seu livro “Como Estudar para Concursos”. O evento acontece na Livraria da Vila  que se localiza na Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista, em São Paulo. Alexandre é AFR-SP, e autor de um dos textos mais conhecidos sobre concursos, o Manual do Concurseiro, já lido por dezenas de milhares de candidatos. Também ministra palestras em instituições e feiras especializadas em concursos, oferecendo dicas sobre como estudar de forma otimizada.

O BLOG do AFR parabeniza pela notável iniciativa desejando sucesso na noite de autógrafos!

Para adquirir e conhecer mais detalhes

maio 29, 2011

Ela é brasileira e não desiste nunca…

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maio 29, 2011

Auditores fiscais paralisam atividades em Sergipe

28 mai 2011

De acordo com o sindicato a paralisação marcada para segunda-feira, 30, pode estender para uma greve por tempo indeterminado

Garcez lamenta falta de negociação com o governo

A paralisação acontece devido à falta de atenção, por parte do Governo, quanto à pauta de reivindicação do Fisco Estadual entre os auditores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e o governo. O que resultará em uma paralisação marcada para a próxima segunda-feira, 30. A afirmação é do próprio Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco) que menciona tentar negociar a pauta de reivindicação desde 2008.

De acordo com o presidente do Sindifisco, José Alberto Garcez, as negociações não estão relacionadas apenas a questão salarial, mas as condições de trabalho. “Nós realizamos uma assembléia na última quinta-feira [26] e a categoria decidiu pela paralisação. Há um mês o Chico Buchinho esteve conversando com a categoria e ficou de retornar com uma resposta, mas até agora não tivemos nenhuma resposta”, diz Garcez.

O presidente do Sindifisco menciona que a paralisação será de 24h, mas não descarta uma greve. “Depois da paralisação será realizada assembléia com a categoria e vamos definir o que será feito. Hoje estamos presenciando um jogo sujo do governo, uma tentativa de dividir os servidores que estão em luta”, fala.

Posto fiscal

Alberto Garcez lembra que há uma semana o posto fiscal de Neópolis foi fechado por apresentar problemas na estrutura. O presidente do Sindifisco alerta que a fronteira esta aberta e que o Estado deixa de arrecadar. “A fronteira esta abandonada, porque o posto fiscal foi fechado por falta de estrutura e a fronteira ficou aberta com possibilidade de contrabando de etanol. Agora eles querem colocar uma equipe de comando onde o servidor fica dentro de um carro fiscalizando a fronteira, o que não funciona é ficar dentro do carro o dia todo”, critica.

Sefaz

De acordo com o Gerente Geral de Comunicação e Marketing da Secretaria da Fazenda (Sefaz), Helber Andrade, o posto fiscal foi interditado no último sábado, 21, após vistoria realizada pelos engenheiros que vão averiguar se o prédio passará por uma reforma, terá que ser reconstruído ou então será colocado em outro lugar devido a construção da rodovia.

“O posto foi interditado, mas as ações não foram interrompidas. Foi colocada uma equipe de comando para fazer o trabalho. Não existe nenhuma diferença com relação as ações desempenhadas no posto fiscal e a equipe de comando. Aquele posto tem pouco movimento”, fala.

Sobre a paralisação, a informação é que Sefaz não foi comunicada oficialmente e que ficou sabendo apenas pela imprensa. A equipe do Portal Infonet tentou contato com o secretário de Articulação com Movimentos Sociais, Chico Buchinho, mas até o fechamento da matéria não tivemos êxito.

Clicksergipe

maio 28, 2011

O caseiro do Piauí e a camareira da Guiné

ÉTICA

Nascido no Piauí, Francenildo Costa era caseiro em Brasília. Em 2006, depois de confirmar que Antonio Palocci frequentava regularmente a mansão que fingia nem conhecer, teve o sigilo bancário estuprado a mando do ministro da Fazenda.

Nascida na Guiné, Nafissatou Diallo mudou-se para Nova York em 1998 e é camareira do Sofitel há três anos. Domingo passado, enquanto arrumava o apartamento em que se hospedava Dominique Strauss-Kahn, sofreu um ataque violento do diretor do FMI e candidato à presidência da França, que tentou estuprá-la.

Consumado o crime em Brasília, a direção da Caixa Econômica Federal absolveu liminarmente o culpado e acusou a vítima de ter-se beneficiado de um estranho depósito no valor de R$ 30 mil. Francenildo explicou que o dinheiro fora enviado pelo pai. Por duvidar da palavra do caseiro, a Polícia Federal resolveu interrogá-lo até admitir, horas mais tarde, que o que disse desde sempre era verdade.

Consumado o crime em Nova York, a direção do hotel chamou a polícia, que ouviu o relato de Nafissatou. Confiantes na palavra da camareira, os agentes da lei descobriram o paradeiro do hóspede suspeito e conseguiram prendê-lo dois minutos antes da decolagem do avião que o levaria para Paris ─ e para a impunidade perpétua.

Até depor na CPI dos Bingos, Francenildo, hoje com 28 anos, não sabia quem era o homem que vira várias vezes chegando de carro à “República de Ribeirão Preto”. Informado de que se tratava do ministro da Fazenda, esperou sem medo a hora de confirmar na Justiça o que dissera no Congresso. Nunca foi chamado para detalhar o que testemunhou. Na sessão do Supremo Tribunal Federal que examinou o caso, ele se ofereceu para falar. Os juízes se dispensaram de ouvi-lo. Decidiram que Palocci não mentiu e que as contundentes provas do estupro eram insuficientes para a aceitação da denúncia.

Depois da captura de Strauss, a camareira foi levada à polícia para fazer o reconhecimento formal do agressor. Só então descobriu que o estuprador é uma celebridade internacional. A irmã que a acompanhava assustou-se. Nafissatou, muçulmana de 32 anos, disse que acreditava na Justiça americana. Sempre jurando que tudo não passara de sexo consensual, o acusado foi soterrado pela montanha de evidências e, depois de trocar o terno pelo uniforme de prisioneiro, recolhido a uma cela.

Nesta quinta-feira, Francenildo completou cinco anos sem emprego fixo. Até agora, ninguém se atreveu a garantir a estabilidade financeira do caseiro que ousou contar um caso como o caso foi. No mesmo dia,  Palocci completou cinco dias de silêncio: perdeu a voz no domingo, quando o país soube do milagre da multiplicação do patrimônio. Pela terceira vez em oito anos, está de volta ao noticiário político-policial.

Enquanto se recupera do trauma, a camareira foi confortada por um comunicado da direção do hotel: “Estamos completamente satisfeitos com seu trabalho e seu comportamento”, diz um trecho. Estimuladas pelo exemplo da imigrante africana, outras mulheres confirmaram que a divindade do mundo financeiro é um reincidente impune. Nesta sexta-feira, depois de cinco noites num catre, Strauss pagou a fiança de 1 milhão de dólares para responder ao processo em prisão domiciliar. Até o julgamento, terá de usar uma tornozeleira eletrônica.

Livre de complicações judiciais, Palocci elegeu-se deputado, caiu nas graças de Dilma Rousseff e há quatro meses, na chefia da Casa Civil, faz e desfaz como primeiro-ministro. Atropelado pela descoberta de que andou ganhando pilhas de dinheiro como traficante de influência, tenta manter o emprego. Talvez consiga: desde 2003, não existe pecado do lado de baixo do equador. O Brasil dos delinquentes cinco estrelas é um convite à reincidência.

Enlaçado pelo braço da Justiça, Strauss renunciou à direção do FMI, sepultou o projeto presidencial e é forte candidato a uma longa temporada na gaiola. Descobriu tardiamente que, nos Estados Unidos, todos são iguais perante a lei. Não há diferenças entre o hóspede do apartamento de 3 mil dólares por dia e a imigrante africana incumbida de arrumá-lo.

Altos Companheiros do PT, esse viveiro de gigolôs da miséria, recitam de meia em meia hora que o Grande Satã ianque é o retrato acabado do triunfo dos poderosos sobre os oprimidos. Lugar de pobre que sonha com o paraíso é o Brasil que Lula inventou. Colocados lado a lado, o caseiro do Piauí e a camareira da Guiné gritam o contrário.

Se tentasse fazer lá o que faz aqui, Palocci não teria ido além do primeiro item do prontuário. Se escolhesse o País do Carnaval  para fazer o que fez nos Estados Unidos, Strauss só se arriscaria a ser convidado para comandar o Banco Central. O azar de Francenildo foi não ter tentado a vida em Nova York. A sorte de Nassifatou foi ter escapado de viver num Brasil que absolve o criminoso reincidente e castiga quem comete o pecado da honestidade.

Coluna do Augusto Nunes/VEJA

maio 27, 2011

Fisco do Pará sai às ruas para exigir respeito ao contribuinte

CIDADANIA

Auditores e fiscais de receita da Secretaria da Fazenda saíram às ruas nesta quarta-feira (25) para distribuir um manifesto do Sindicato dos Servidores do Fisco Estadual do Pará (Sindifisco-PA) alusivo ao Dia Nacional do Respeito ao Contribuinte, instituído pela Lei Federal Nº 12.325, assinada em setembro do ano passado pelo então presidente Lula, e comemorado pela primeira vez no país neste 25 de maio. De acordo com a lei, o Dia do Respeito ao Contribuinte deverá ser dedicado à conscientização e mobilização da sociedade e dos poderes públicos em defesa dos direitos dos contribuintes brasileiros.

Munidos do panfleto “Respeito ao Contribuinte”, cerca de 30 auditores e fiscais de receita da Sefa abordaram consumidores na porta do shopping Boulevard, na Doca de Souza Franco, e ao meio-dia rumaram para a ação cívica na frente do Pátio Belém, na Padre Eutíquio, no centro comercial da cidade. Segundo o presidente do Sindifisco, Charles Alcantara, que liderava o grupo, a data se aplica ao combate à sonegação fiscal.

“O crime de sonegação fiscal acontece justamente quando o empresário não recolhe aos cofres públicos o imposto pago pelo cidadão-consumidor. Sonegação é crime contra a sociedade, contra a cidadania”, diz, didático, o panfleto do sindicato. Para Alcantara, a contribuição popular ao processo de depuração do sistema tributário tanto pode ocorrer com a exigência da nota fiscal quanto com a divulgação familiar e comunitária de que os tributos recolhidos obrigam os governos a entregarem obras e serviços à sociedade.

Fonte: Assessoria Sindifisco-PA

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maio 26, 2011

Santástico FC

maio 26, 2011

A tragédia dos comuns

por João Francisco Neto

“Em 1968, um pesquisador americano da Universidade da Califórnia, Garrett Hardin (1915-2003), publicou um artigo sob o título de “A Tragédia dos Comuns”. O texto faz uma criteriosa análise dos problemas que surgem sempre que usamos um bem comum. Na verdade, é um estudo sobre traços do comportamento humano, cujo resumo é o seguinte: a maioria das pessoas, sempre que puder beneficiar-se de um bem comum será incentivada a fazer o mínimo de esforço para preservá-lo, ao mesmo tempo em que será tentado a extrair o máximo de vantagem desse bem.” Leia o novo artigo de João Francisco Neto

maio 26, 2011

Rio anula concurso de auditor fiscal estadual

O concurso para o cargo de auditor fiscal da Receita Estadual, realizado nos dias 17 e 21 de abril, será cancelado. A decisão foi tomada pela Secretaria de Fazenda do Estado do Rio (Sefaz-RJ) após detectar a ocorrência de uma fraude que envolve a substituição de cartões de resposta de candidatos. O crime foi cometido por um funcionário da FGV Projetos, instituição organizadora do concurso, que já prestou esclarecimentos à polícia que confirmam seu envolvimento. Ainda não há data para a realização de um novo processo seletivo. Para essas 100 vagas, o salário era de R$ 9.927.

O Globo

maio 26, 2011

Prêmio Gestor Público é de iniciativa das entidades do fisco gaúcho

A décima edição do Prêmio Gestor Público foi lançada oficialmente nesta terça-feira (24), no Salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa. Todas as prefeituras gaúchas podem participar gratuitamente com até cinco projetos classificados em alguma das funções de governo existentes. Desde o seu início, em 2002, o Prêmio Gestor Público contabiliza 1.759 projetos participantes, dos quais 541 foram agraciados com as diferentes modalidades de premiação existentes. Para esta edição comemorativa, a ênfase temática será “Da administração do tributo: da arrecadação à aplicação. Um olhar da sociedade”.

O presidente da Famurs, Vilmar Perin Zanchin, afirmou que há 10 anos o Prêmio Gestor Público foi o “grande incentivador para que novas e boas práticas surgissem”. O presidente da Afisvec, Abel Henrique Ferreira, exaltou as prefeituras que, segundo ele são “a base onde as coisas acontecem”. A Afisvec se junta ao Sindifisco-RS, em 2010, como co-realizadora do Prêmio Gestor Público. “A união das entidades demonstra também a união na Secretaria da Fazenda, trabalhando juntas para o bem da sociedade”, disse.

Convite oficial

maio 26, 2011

Contatos imediatos

As diretorias da Afisvec e do Sindifisco-RS estiveram nesta sexta-feira (13) visitando os agentes fiscais que exercem cargos de chefia na Fazenda. Receberam o grupo, os subsecretários da Receita (foto), Cage e Tesouro, além dos colegas da Aplan, Supad, SSI e Sudesq. As entidades pediram o apoio da equipe diretiva no sentido de mostrar a contrariedade dos AFTEs em relaçao ao pacote de medidas anunciado pelo governo do RS.

AFISVEC

maio 25, 2011

Tentativa de acabar com a indenização de transporte

As carreiras tributárias e jurídicas do DF vivem momentos tensos. O GDF (Governo do Distrito Federal) quer extinguir o pagamento de indenização de transporte de procuradores e auditores tributários. As negociações entre o GDF e os chefes das carreiras tributarias corria tranquila. O governo queria tirar, os chefes aceitavam, mas faltava combinar com auditores e procuradores. Já estava tudo acertado, o GDF ia arcar com o ônus político da extinção da verba de transporte. A liderança dos procuradores e auditores fingiria ter sido pega de surpresa e diria que ia lutar para restabelecer a verba. Apostavam que o tempo jogaria o assunto no esquecimento. A história vazou, os chefes dos órgãos estão em uma saia justa com os colegas que se sentem traídos. Os procuradores do DF já disseram que se a verba for reduzida em um mísero centavo irão exigir a renúncia do Procurador Geral. Alias, muitos Procuradores se sentem traídos pelo Procurador Geral. …E o governo vai de mal a pior.

Blog do Edson Sombra

maio 25, 2011

Subsídio do Governador atrelado ao Desembargador

O SINFRERJ participa da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4595 ajuizada pelo Partido Social Liberal (PSL) para declarar inconstitucionais as Leis nº 5.001/2007, 5.598/2009 e 5.847/2010 por infringência vertical aos princípios da igualdade e da razoabilidade (C.F., art. 5º, I e LIV), bem como artigos 25 e 37, inciso XV todos da Constituição Federal. Essa ADI tem por objetivo a represtinação da Lei nº 4.507/2002 que fixava o valor do subsídio mensal do Governador do Estado “… a 100% dos valores percebidos como subsídio-base, em espécie, pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em parcela única”. Esse texto legal aguarda total compatibilidade com o parágrafo 12 ao artigo 37 da CRFB, que foi acrescentado pela EC nº 47/2005. Se acatado o pedido do PSL nesta ADI, o Estado deixa de ter dois tetos para os servidores do Executivo, que hoje estão separados em duas categorias: os que recebem R$ 24.117,62 (Procuradores do Estado, Defensores Públicos e Membros do Ministério Público) e R$ 17.200,00 (outras carreiras típicas de Estado, como Auditores da Receita Estadual e Delegados de Polícia).

SINFRERJ

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maio 24, 2011

Como será a carreira de Agente Fiscal de Rendas em 2018 se o Nível Básico não acabar?

De: um AFR-2009

Para: todos os AFRs

Muito pensei antes de escrever esse texto, pois mesmo vivendo uma vida tumultuada onde o longo prazo é “amanhã”, minha imaginação instigou-me a refletir como será a carreira de AFR em 2018 caso não acabemos com o Nível Básico hoje.

Bom, vamos por partes, ainda em 2011 o governo, como de costume, está “avaliando o terreno” no qual passará seus próximos 4 anos. Isso nos leva há crer que pouco será feito, no máximo uma correção na fórmula de cálculo da VPNI dos fiscais antigos, o que pouco mudará sua vida, servindo apenas para perpetuar o fosso salarial já existente entre os novos e antigos, mas tudo bem, se alguém da classe está feliz, comemoremos, e mais uma vez deixemos de lado o “futuro da classe”, afinal de contas o futuro é daqui a muito tempo mesmo.

Obviamente que os novos continuam maquinando uma forma de um dia poder ter o mesmo tratamento dos antigos. E de que outro modo poderiam pensar? Fazem o mesmo trabalho (pelo menos a maioria) que os antigos, dividem o mesmo espaço, mesmas responsabilidades, enfim, são fiscais como os outros, mas não têm o mesmo valor para o Estado que seus antecessores têm.

Com isso idéias revolucionárias passam a surgir: criação da Associação de Fiscais de Rendas pós LC 1059/08, esvaziamento das entidades de classe existentes, abandono da luta pela PEC e busca de alternativas salariais “mais baratas” (como a aprovação de verbas indenizatórias que alcancem só os ativos)… Enfim, o que já acontece em alguns fiscos estaduais no Brasil hoje.

Com o tempo, nos próximos cinco anos, a carreira vai se dividindo e enfraquecendo cada vez mais, os antigos colegas, após um justo esforço, vão para as suas aposentadorias merecidas, passando o trabalho aos novos, que a essa altura já são muitos devido à realização de outros concursos. No governo o pensamento segue o de sempre: “austeridade fiscal” (maneira polida de justificar a terceirização do serviço público e o congelamento dos salários dos servidores). O que vai motivando ainda mais a busca por alternativas salariais mais baratas.

A essa altura as atuais entidades de classe já vão estar à beira da falência, o sistema de serviço de saúde delas deverá ter ruído (devido à falta de entrada de novos associados), o sindicato convocará assembleias onde a maioria não comparecerá, e os novos obviamente vão se reunir na ideia de formar uma associação própria, afinal eles estão em outra carreira mesmo.

Com o passar dos anos a luta da PEC se mostra impossível, ela fatalmente acabaria com o sistema de PR o qual facilita o “controle” sobre a folha de pagamento (as regras podem mudar depois do jogo sendo pago o que efetivamente quiserem pagar).

E finalmente chegamos a 2018, ano de copa do mundo, eleições, ano de lembrar-se dos servidores… A nova associação da classe, ou melhor, a associação da nova classe aproxima-se do governo, o que não é estranho visto que grande parte dos dirigentes que ela representa já está na alta cúpula da SEFAZ, sem contar que ela representa também grande parte dos demais fiscais da ativa (os quais têm a maior ferramenta de pressão em lutas sindicais – direito de greve). Após a aproximação o governo inicia as negociações, sempre pautado no que vende notícia e ganha eleição: “diminuição do déficit público”, “austeridade fiscal”… Com isso a ideia do aumento de salário por meio de “verbas indenizatórias” ganha força. O governo pensa no gasto que é menor (o pagamento é só para o pessoal da ativa) e podem ser descontados ainda os dias não trabalhados. A cessação do pagamento da PR para os aposentados é colocada em pauta. Por outro lado os servidores da ativa, na maioria pessoas que devem ficar ainda 20 (vinte) ou 30 (trinta) na carreira devido às novas regras de aposentadoria, veem esse “aumento” como uma boa solução. O “negócio” é tão vantajoso que não incide sobre essa verba a pensão e o IRPF, além é claro da não limitação pelo teto.

E a tão sonhada PEC? Faz parte do acordo é claro. Afinal de contas o valor recebido pelos fiscais aumentou não?

E essa é a carreira do futuro sem fim do Nível Básico. Um fim triste para alguns e feliz para outros, como é a vida.

Agora… e se nos uníssemos e pensássemos num futuro com o fim do Nível Básico, como seria a história? Poderíamos conquistar a tão sonhada PEC? Acredito que só dependa de nós escolhermos o nosso futuro.

maio 24, 2011

50.000 acessos em 150 dias

No mês em que o Blog do AFR ultrapassa a barreira dos 50.000 acessos, recebemos a valiosa adesão do colega paulista João Francisco Neto que veio reforçar o já prestigioso time de articulistas, que conta com a participação dos colegas: Amadeu Robson M. Cordeiro (Paraíba), Carlos H. Peixoto (Minas), Gustavo Theodoro (SP), Helder Rodrigues de Oliveira (Bahia).

Com parcos recursos o Blog do AFR, em cinco meses adicionou 422 posts,  oferecendo conteúdo e espaço democrático para livre expressão a um grande número de colegas, ultrapassando assim as barreiras chamadas oficiais. Prova disso é o aumento substancial de comentários dos leitores, que se habituaram em manifestar regularmente a sua opinião. Com independência, estamos experimentando o alcance que a mídia eletrônica proporciona, sempre com o objetivo central de divulgar informações, para reflexão e debate, exercendo assim o bom e necessário contraponto para integração da carreira fiscal. Para brindar esta data, nada melhor que a mensagem emblemática e marcante recebida do presidente do Sindifisco do Pará, Charles Alcantara:

Estimado Editor, Cumprimento-o pelo BLOG DO AFR, que se afirmou, em tão pouco tempo, como um excepcional espaço público de discussão, reflexão, difusão e compartilhamento de informações e experiências, com o qual, já de pronto, acertadamente decidimos interagirA vossa opinião a respeito do trabalho que estamos desenvolvendo no SINDIFISCO/PA está carregada de generosidade. Sentimo-nos honrados com o vosso apreço, que é recíproco. Contem com a nossa parceria em prol de um Fisco de Estado, ético e cidadão.Cordiais saudações, Charles Alcantara – presidente do SINDIFISCO/PA”

Ao parceiro Alcides Gimenes e a todos os amigos que acreditaram e deram o seu decisivo apoio, os nossos mais sinceros agradecimentos.

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Boletim Informativo NOTAS FISCAIS