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abril 16, 2011

Decisão do TSE ameaça cadeira de Bolçone

A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carmem Lúcia, reconsiderou decisão que havia barrado a candidatura de Luciano Batista (PSB) na eleição do ano passado. A ministra determinou que o recurso seja julgado pelo plenário do tribunal. Se a candidatura for aceita, Batista deve pegar a cadeira de Bolçone após nova recontagem de votos.

Batista recebeu 53.200 votos, que não foram computados na eleição. Ele estava na mesma coligação de Bolçone, que recebeu 31.274 votos. Batista teve registro de candidatura negado com base na Lei Ficha Limpa. Batista, que tentaria disputar a reeleição, teve contas da Câmara de São Vicente rejeitadas em 2002 e 2004, quando era presidente da Casa. O Tribunal de Contas julgou o processo em definitivo em 2008. Segundo a ministra, por causa disso, o registro foi negado, decisão ancorada pela Lei Ficha, que o Supremo Tribunal Federal decidiu que não vale para as eleições de 2010.

Bolçone afirmou que vai esperar decisão do TSE com tranquilidade, apesar da possibilidade de perder a cadeira na Assembleia.

Estou tranquilo e confiante, mas é como a vida. Tem riscos. Sempre há riscos”, disse sobre o recurso de Batista. “Não o conheço, mas o respeito.”

TSE – Acompanhamento processual

abril 16, 2011

O rabo que abana o cachorro

OPINIÃO

Quando ouvimos de colegas, perplexos, sobre o marasmo do movimento sindical, perguntamos: Por que nos falta motivação? Seria atribuição das lideranças o dever de motivar a categoria?

É lógico, dizem alguns. Quem esta no comando da tropa, deveria orientar os soldados. Do outro lado, o líder cansado e desanimado responde: é da base que deve vir o incentivo para a liderança se projetar!

Alguns enxergam no líder características pessoais, como carisma e firmeza, quase um profeta. Enquanto outros entendem que liderança esta ligada a uma sinergia do próprio grupo de comandados com os dirigentes de plantão. Um processo dinâmico de influenciar uns aos outros.

De qualquer forma, o que buscamos é a eficácia da atuação da organização, através da liderança, bem como de seus agregados diretos. O sucesso advém da postura em formar e desenvolver equipes, transmitir credibilidade, fazer comunicação eficiente e se aproximar das pessoas. Capacitar e inspirar. À liderança, cabe o papel de facilitador.

Se a função do líder não é a de criar motivação nos seus liderados, pelo menos, cabe a ele manter os que já estavam motivados”

Esta ideia baseia-se na premissa de que quando se elege um novo líder, todos estão cheios de esperanças e expectativas, e, por isso, são depositários de um rico manancial de motivação. Cabe ao líder manter a chama acesa.

Não é comum o líder se deparar com um grupo voluntariamente motivado. Na maioria das vezes, ele precisa saber criar um ambiente no qual os seguidores possam despertar o seu potencial motivacional. Por isso, todo esforço no sentido de não desmotivar é fundamental no processo de liderança. O pior dos mundos é encontrar um grupo motivado e deixar esvair toda essa energia.

É bem verdade que manifestações de encorajamento e apoio, fazem parte do contraponto, e são bem vindas. Mas o verdadeiro líder, pode ser comparado ao regente de uma grande orquestra, que precisa fazer bom uso da batuta. Cabendo aos ouvintes do espetáculo avaliarem a música que a banda toca.

Todos os envolvidos, nesta espécie de simbiose, tem a sua parcela de responsabilidade. Que cada um assuma o seu papel para o bem comum da nossa organização sindical!

TeoFranco

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