Posts tagged ‘reflexão’

maio 11, 2012

Que mistério é esse?

Chega ao BLOG do AFR artigo especialmente preparado, a pedido do SINAFRESP, para ser publicado em jornal de destaque, através da Assessoria de Imprensa de primeira linha, Ricardo Viveiros & Associados. O autor, convidado a contribuir com o sindicato, se viu frustrado, após ter recebido, em janeiro, a aprovação e promessa de encaminhamento da matéria, da diretoria do SINAFRESP. Passados quatro meses, sem qualquer publicação na imprensa – deste ou outros artigos dos autores que compunham um grupo especial – o autor destinou o seu trabalho ao BLOG do AFR para dar conhecimento aos colegas e ampla divulgação à sociedade em geral.

Neste momento, cabe uma reflexão. Um projeto de sindicato, que prometia romper paradigmas, mas somente após pressão da base, contratou Assessoria de Imprensa profissional – mas nunca apresentou um programa efetivo para alcançar a opinião pública, nem mesmo de marketing de valorização da carreira, que dirá de posicionamento crítico de política e administração tributária – teria se enganado quando em sua campanha eleitoral propalava:

…Um sério esforço de valorização de imagem deve considerar o uso de campanhas de publicidade institucional do Fisco e do trabalho do AFR, em apoio às demais providências? [...] Leia mais detalhes deste ítem do Plano de Trabalho da Chapa Superação

Como se sabe, após a última crise da diretoria, todas as decisões são tomadas pelos componentes da mesma, através de voto simples, com a supervisão do presidente do Conselho. A pergunta que fica é:

Qual a razão desse embaraço coletivo? Qual é o mistério? Que sindicato é esse?

Leia aqui o artigo do colega e articulista do Blog, Gustavo Theodoro*

*AFR-SP, Especialista em Direito Tributário, foi Diretor-Adjunto e Juiz do TIT – Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

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maio 4, 2012

Adoção de quotas raciais

Edison Farah

Prezados, a cada estupro da constituição, caminhamos para um pais onde nenhum direito, nenhuma cláusula pétrea tem mais prevalência, e onde, tudo, doravante, será sempre decidido pela conveniência do momento político.
Não temos um Judiciário de verdade , como venho dizendo sempre.
Maior prova do cinismo do STF foi a questão dos direitos adquiridos do funcionalismo público, jogando à latrina o Direito Constitucional, desnudando a democracia de fachada que aqui temos, violência que nem os militares se permitiram.
O STF transformou-se numa extensão dos palanques eleitorais das diversas correntes ideológicas, inclusive das organizações criminosas que dominam o pais e a politica brasileira, e aguilhoam o povo, impotente, sob o tacão de leis interpretadas segundo a conveniência da ideologia dominante de plantão.
Boa análise do Percival Purgina, vale conferir [...] Leia aqui

ARTIGOS e PERFIL de EDISON FARAH

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abril 18, 2012

Fábula do Índio VIII

HUMOR SINDICAL

Depois de voarem com o grande pássaro para águas cearenses, os caciques, revigorados, foram ao encontro com o Médio Chefe e mudaram radicalmente de postura, talvez pela experiência litorânea, tiraram a faca dos dentes e decidiram oferecer ramalhete de flores. Como sinal de boa vontade, conclamaram a tribo para simpósio de homem branco, o qual promete elogiar a atividade do índio e proteger as suas reservas. Ah! mas não pense que os chefes da tribo são tontos, eles mantém um grande estoque de apitos prontos para serem assoprados…

Índio é muito esquisito…

Leia tambémFábula do Índio VII

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abril 15, 2012

Protegido: Autonomia do Fisco III

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março 21, 2012

Fábula do Índio VII

HUMOR SINDICAL

Na aldeia… vai se levando… os caciques na sombra e os índios suando. Dias atrás se deu o velho ritual da ‘paradinha’ onde a tribo faz pose para a fotinha. Na oca central alguns caciques se lançaram às margens do território do Grande Rei. De lá, saíram como entraram após ouvirem mais um retumbante N-Ã-O. Sem saberem o que fazer, trataram de enfiar arco e flecha no saco, pra depois, um tanto confusos, passarem a debater sobre quem-disse-o-quê e tentarem decidir, se irão voltar para falar, mais uma vez, ou enviar a mensagem por papel timbrado, ops, por sinal de fumaça…

Índio é muito esquisito…

Leia também: Fábula do Índio VI

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fevereiro 29, 2012

Tudo tem solução (!)

Se você está passando por uma crise sindical – ops existencial – ou se era para ser promovido, para “não FuBá”, e não foi, ou se faz tempo que você não tem um aumento decente, não se preocupe. Tudo tem solução. E uma solução custa apenas 20 reais. É o preço de um livro que diz que tudo tem solução. Melhor ainda, há uma enorme variedade de livros mostrando que tudo tem solução. Aqui vão alguns exemplos.

Um livro de astrologia dirá que você está vivendo uma fase de eclipse profissional. Nada que um bom mapa astral não possa resolver. É só esperar que Saturno entre na casa de Sagitário, o que deve acontecer daqui a 125 anos.

Um livro de esoterismo dirá que nada está errado com você. O que está errado é o seu nome, que tem letras demais. Mude o nome, e você mudará de vida. Um colega meu, o Fernandão, fez isso. Mudou o nome para Mônica, e nunca mais foi o mesmo.

Um livro de meditação lhe dará uma receita infalível. Não faça nada, e tudo se resolverá por si só. É recomendado para quem gosta de esperar sentado.

Um livro de inteligência emocional lhe ensinará que existe uma diferença entre o QI, o Quociente Intelectual, e o QE, o Quociente Emocional. E a diferença é a seguinte: quem tem um bom QI, sabe o que é um logaritmo, e quem tem um bom QE não sabe, mas encontra uma excelente desculpa para não querer saber.

E tem, é claro, o discurso político sindical. Esse é tiro e queda. E a receita é a seguinte: de manhã, ao acordar, olhe-se no espelho, fixamente. Aí, diga para você mesmo, de modo pausado, mas firme: “eu acredito”. Repita a mesma cerimônia durante 30 dias, sem interrupção. E se após 30 dias você continuar empatando ou perdendo, troque de sindicato – ops, de espelho.

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fevereiro 10, 2012

Crise de comando. Qual a saída?

A crise interna que o Sinafresp atravessa parece ter alcançado níveis elevados entre os membros da Diretoria Executiva. É o que o membro do Conselho de Representantes Roberto Bianchi alerta em sua reflexão:

Roberto Bianchi
Colegas,
Dada a gravidade da crise que vive o Sinafresp e nos afeta a todos, na condição de associado há 14 anos desta importante organização venho a público para propor uma possível saída que seja construtiva para o impasse que vivemos, não sou de querer dourar pílulas, e nem tenho ambições maiores que me aposentar daqui a pouco com uma PEC aprovada. Estas mensagens foram inicialmente postadas no grupo de e-mails do Conselho, Conselho que se reunirá amanhã cedo. Que os colegas reflitam sobre a situação e tragam outras possibilidades de saída deste terrível e destrutivo impasse.

Precisamos avaliar se diante da Crise de comando que vivemos, com indícios de ser crônica, com o desencontro diário entre os oficiais do nosso navio na ponte de comando, se ainda  poderemos realizar os planos de navegação para lugares agradáveis ou não. A Autoridade do capitão do navio já foi ofendida de diversas maneiras, se coloque no lugar do nosso comandante, poderemos seguir com um comando em desencontro e nos levando a paralisia?Não se trata somente de quem assina isso ou aquilo, a desarmonia é gritante, o desencontro de visões está patente, e nos afeta a todos, nós os associados não sabemos o que esperar amanhã, qual a próxima frustração?

O que percebo a cada dia que passa é que os associados, pelo menos os do meu distrito, perdem a paciência em entender a nova crise, dentro da grande Crise, e com esta perda a Esperança se transforma em apatia, desmotivação e desanimo.
Precisamos encarar a Crise de frente, lamentando que uma diretoria que ao se analisar cada diretor separadamente se juraria que o conjunto teria que ser excelente, a vida nos prega peças, o conjunto não depende somente da qualidade de cada indivíduo, e parece vivemos um momento muito desagradável desses.
O que fazer? Enfiarmos a cabeça na areia e fugirmos do nosso drama, fazer de conta que não temos problema algum?

Os problemas a frente da Classe não podem esperar, enquanto ficarmos discutindo quem assina o que, o culpado pelo último caso do MP, a situação se deteriora a olhos vistos. Podemos prometer a Classe a implantação da Mobilização quando a maioria nem comparece as reuniões destes dias para dizer o que sentem o que pensam do presente e do futuro?

Vamos persistir, sem uma derradeira reflexão, rumo ao final do ano de 2012 neste clima sombrio e sem perspectivas de algum resultado prático. Vivemos um impasse, precisamos rompê-lo ou seremos engolidos, deixando para a próxima direção um sindicato ainda mais desmoralizado comprometendo-se mais um mandato. Acho que é hora de se colocar um ponto final deste Ato. Talvez devessemos consultar a Classe em AGE se querem eleição antecipada para passarmos a limpo a situação toda. Recomeçar de novo.

Abraços,
RPB

O Conselho de Representantes estará reunido neste sábado (11) para tratar de diversos assuntos de interesse da nossa carreira. O que se espera é que seja analisado este impasse e interceda de forma definitiva nesta questão com serenidade e responsabilidade inerente ao papel de fiel REPRESENTANTE DA BASE DE FILIADOS. Afinal um “navio” como o nosso com mais de 5.000 filiados (e suas famílias) “a bordo” não podem correr o risco de inoperância administrativa e incapacidade de liderança.

Leia também: SINAFRESP – Presente e Futuro

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fevereiro 10, 2012

A caixa de Pandora

Amadeu Robson Cordeiro

Voltar para situações das quais já nos despedimos, buscando os nossos direitos, é como aconselhar a vida a não promover desafios. Posso estar sendo extravagante, mas, não gosto do voltar quando é remexer, repetir, se render, e em certos casos, cair, trair. Voltar me tira a possibilidade de ir em frente, titubeia as minhas decisões, não me permite avançar e zomba das minhas chances de partir, frente as  minhas convicções. Temos de ser livres, porque sem liberdade não somos nada. Ou, mais precisamente, não somos mais que marionetes de nós mesmos, sempre querendo o que nem sabemos se queremos. A liberdade é a chance real de ser livre, independente da barganha. O preso sofre porque sonha com o outro lado da muralha; a alegria de correr lhe parece tão próxima. O peixe se desespera porque contempla a água pertinho, na maré baixa, sem conseguir tocá-la. O passarinho gorjeia seu lamento porque a gaiola vazada expõe os galhos das árvores, que parecem acenar convite para uma longa dança. Alguns não enxergam as suas forças e voltam, retornam e se submetem ao “desde que”. Assim, padecemos com a falsa felicidade, afastada de uma realidade que teimam em não ver [...] Leia o artigo completo

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fevereiro 7, 2012

O Passa-Moleque – Parte III

Antônio Sérgio Valente

(…) com o passar do tempo, tanto o governador da época como a cúpula fazendária, tornar-se-iam, de um modo ou de outro, por um motivo ou por outro, vítimas da sua própria astúcia. O governador, em primeiro lugar, porque não alcançou o seu objetivo pessoal, a razão maior da escorcha tributária, que era chegar à Presidência da República. Em segundo lugar, porque agregou à sua imagem pública a tatuagem indelével de governante mão-pesada, seja em relação aos servidores, seja em relação aos contribuintes e à sociedade de um modo geral; passou claramente a impressão de que pouco se importava com a justiça tributária e com a premência de estimular a atividade econômica, ante a crise internacional, como se esta não fosse problema dele. Enquanto o governo federal oferecia maiores incentivos fiscais a empresas de pequeno porte, através do Simples Nacional, e reduzia o IPI de automóveis e eletrodomésticos, o estadual antecipava a cobrança do ICMS, inclusive sobre estoques, tributava por margens médias, que oneram mais os mais pobres e menos os mais ricos, e assim inflava a arrecadação, que experimentou nominal de cerca de 63% durante o governo anterior. E o pior: em período no qual a inflação anual oscilava na casa de 4 a 6%. A expansão real do ICMS foi da ordem de 34% (descontado o IPCA-IBGE). É um número exorbitante para 4 anos.

Quanto à cúpula fazendária, é interessante observar que ela própria está sendo vítima daquelas medidas, por três motivos: 1º) Os seus vencimentos também seriam travados pela LC que ela ajudou a escrever e a enfiar goela abaixo dos seus pares; 2º) O monstrengo tributário que ela ajudou a encorpar — a Substituição Tributária (ST), nos moldes atuais (…); 3º) O alto comando fazendário angariou a antipatia dos comandados, a mágoa da classe fiscal, tanto em razão do passa-moleque, como pela cizânia que a LC semeou na carreira, o que não é nada bom para o ambiente de trabalho, para a motivação do servidor [...] Leia o terceiro artigo da série

fevereiro 4, 2012

Schopenhauer e o dilema do porco-espinho

TeoFranco

Na conhecida fábula do filósofo Arthur Schopenhauer, um grupo de porcos-espinhos ia perambulando num dia frio de inverno. Para não congelar, os animais chegavam mais perto uns dos outros. Mas, no momento em que ficavam suficientemente próximos para se aquecer, começavam a se espetar com seus espinhos. Para fazer cessar a dor, dispersavam-se, perdiam o benefício do convívio próximo e recomeçavam a tremer. E o ciclo se repetia, numa infindável luta para descobrir uma distância confortável entre o frio do afastamento e a dor da união.

Enquanto carreira, estaremos destinados a focalizar nos objetivos comuns e a união da categoria? Ou seríamos mais parecidos com os porcos-espinhos, acotovelando-nos na eterna busca de um lugar entre a sinergia construtiva e o isolamento (entre comando e filiados) sem resultados?

Estas são as perguntas que servem como ponto de partida para uma ‘agenda’ espremida em ano de corrida eleitoral nos municípios.

É um bom momento para reavaliarmos as estratégias nas relações e postura políticas buscando melhores e decisivos entes de negociação, deixando qualquer preconceito ou ideologismo contaminar essa etapa. Temos uma ‘AGENDA’ e um ‘PLANO DE VOO’? De qualquer forma, NOVAS propostas e NOVOS projetos devem ser amplamente debatidos com a categoria (em AGE) visando o aperfeiçoamento de ideias e, principalmente, o comprometimento com as decisões, sob pena de chegarmos ao final de mais um ano sem nenhuma conquista por falta de estratégia definida.

Leia também: Voz crítica x fascismo social

fevereiro 2, 2012

A amizade e a indignação pelo tributo perdido

Francisco das Chagas Barroso

Um dia desses, dentro de um supermercado local, me deparei com um colega AFTE, o qual, sem me olhar, me cumprimentou com um ríspido movimento de cabeça. Imediatamente me ocorreram as lembranças dos tempos em que nos cumprimentávamos com um aperto de mãos, olhando nos olhos e falando sobre a família. Irresignado, não com o colega, mas comigo mesmo, o indaguei acerca do que eu fizera para motivar aquela mudança de cumprimento. Logo percebi que o motivo de tudo era o fato de haver denunciado o governo do Estado de Rondônia no episódio da isenção das usinas (…) Nossa cultura de realizações a troco de alguma coisa tem preponderado sobre ações desinteressadas e cidadãs. Por vezes, a própria corporação e a sociedade em geral, movida por sentimentos reacionários taxam de “louco”, “subversivo” quaisquer atitudes que destoem do senso comum. Acredito na abordagem platônica de que a subversão (pelo menos no campo das idéias) é a mãe de todos os avanços da sociedade. O servidor público não é servidor do governo, mas sim, do ”público”, do “povo”. [...] Leia o artigo completo

janeiro 22, 2012

Costa Concórdia, BBB e sindicato

O jornalista Ricardo Kotscho publicou em seu Blog crônica sobre dois temas que chamaram a atenção do público nesta semana. Ele faz criticas à postura dos comandantes envolvidos nas deprimentes imagens do navio emborcado na Itália e do bizarro (pra dizer pouco) “Caso do edredom do BBB”:

Por mais que você tente evitar, não tem jeito. É impossível ficar indiferente ao caso do suposto estupro ao vivo no “reality show” chamado Big Brother Brasil, na verdade um “fake show”, e às revelações sobre as causas e o triste papel do comandante do pior acidente da navegação mundial nos últimos muitos anos. … A absoluta falta de senso de ridículo e de amor próprio move desde sempre estes infelizes alegres que expõem seus corpos e sua pobreza mental ao vivo na televisão.

Só não consigo entender o que pode levar o comandante do navio Costa Concordia, de 13 andares, com quase cinco mil pessoas a bordo, um dos maiores do mundo, a desviar da rota nas águas calmas do mar Mediterrâneo só para fazer umas gracinhas em volta da ilha de Giglio, onde nasceu o chefe dos garçons e mora um ex-comandante da companhia.

E o que vai acontecer com os responsáveis, um pelo navio emborcado e outros pelo “fake show” que se chocou contra as rochas do que ainda nos resta de dignidade humana? [...] Leia o artigo de R.Kotscho

E o comando do nosso sindicato? Com mais de cinco mil famílias a bordo, podemos dizer que esta navegando em mar de Brigadeiro, isso mesmo… ou seria voando em céu de Almirante?

TeoFranco

Leia também:

Mobilizar? Pra que?

Acelerar ações

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janeiro 13, 2012

Já vi isto antes!

Alexandro Afonso

Os últimos acontecimentos sindicais do fisco paulista me relembraram a infância. Na TV Cultura havia um desenho animado que eu não me lembro o nome, mas o chamava de “Arrume Tudo”, o nome do principal personagem. Esta série chamava a atenção para as broncas e frases feitas dos pais da época durante a educação de seus pequenos filhos, coisa que pouco vemos atualmente, mas isto é um outro assunto. O nome dos personagens são ações, e tais atitudes encaixam-se perfeitamente no cotidiano sindical [...] Leia o artigo completo

janeiro 9, 2012

Sinafresp desperta (!)

Uma publicação do nosso sindicato causou certa empolgação junto a alguns colegas. Parece até que ganhamos a Copa do Mundo!

No dia 6 a Folha de S. Paulo veiculou na coluna Tendências/Debates matéria sobre o IPVA (leia aqui).

Segundo informações, o estudo foi fruto de colaboração de diversos colegas da ativa. Por este motivo, a “propriedade intelectual” é da categoria, e, assim, deveria ter recebido a assinatura do representante mais graduado, o presidente da entidade. Falando em Copa do Mundo, na hora do penalti se entrega a bola para o principal jogador. E olha que o presidente do Sinafresp é formado em jornalismo.

Causa estranheza tal postura. Ou ele não concorda com a matéria, ou não quer que ela cause maior impacto, ou, ainda – agora no campo político – quer projetar e impulsionar a candidatura da vice-presidenta para as eleições de outubro. Fica a dúvida!

Infelizmente, faltou a realização da promessa de campanha de difundir e fixar a imagem do AFR junto a mídia do seu papel em prol da sociedade. Daí sim, com prestígio perante a população – como faz o sindicato da Receita Federal e sindicatos de outros estados (veja aqui) – o efeito teria consistência ao opinar sobre os temas de interesse social. De outra forma continuará o improviso, um traque aqui outro traque ali.

Por que o colega aposentado (ex-CAT) Clóvis Panzarini (que tem coluna semanal na Jovem Pan (veja aqui), além de outros veículos) consegue projeção na mídia e uma entidade como o Sinafresp não? Fica a (outra) dúvida!

De qualquer forma, não dá para esperar muito ultimamente, visto que tem sindicato estadual andando meio de lado (veja aqui)

TeoFranco

Leia também:

O buraco é mais embaixo

janeiro 4, 2012

O buraco é mais embaixo

Prezados,

Afora a luta salarial tem muito a ser feito em diversas frentes. O papel de um sindicato vai muito além da questão básica e essencial que é a remuneração do servidor.

O sindicato erra na estratégia e a categoria não exige o reparo devido. Continua tudo com antes no Quartel de Abrantes. Os dirigentes sabem que a categoria não tem força nem pra cobrar os seus direitos via representantes regionais. A maioria esta alinhada com a diretoria. O modelo não mudou. A Chapa Superação 2010 vendeu gato por lebre.

Onde ficaram as outras questões:

1) Lei Orgânica? Alguém conhece alguma linha do texto?

2) Estrutura funcional e Metodologia de Trabalho não é debatida pela Administração, muito menos pelo sindicato. A categoria tem muito a contribuir construtivamente para a melhoria dos sistemas de gestão.

3) Assessoria de Imprensa que só consegue publicar em jornalecos do interior e sites desconhecidos.

4) Articulação política refinada e eficaz.

5) Seminários, simpósios e Congressos. A gestão anterior, tão criticada, embora com 12 meses de debate da reestruturação da carreira, entre agosto/2007 a julho/2008, quando ocorreram inúmeras mobilizações, e diversas AGE’s (com mensalidade bem menor) realizou seis eventos:

23/03/2007 – O Servidor Público e a Previdência Pública

16/05/2007 – O Supersimples e o ICMS

06/07/2007 – Proposta de um Novo Sistema Tributário Nacional

18/03/2009 – “SPED e NF-e” – Sistema Público de Escrituração Digital e Nota Fiscal Eletrônica

16/06/2009 – Substituição Tributária no ICMS

14/10/2009 – O Enfoque Contábil na Ação Fiscal e o Novo Padrão Contábil Brasileiro

http://blogdoafr.com/2011/05/21/imagem-acao/

Por que o Sinafresp (diretoria/conselho):

1) Não incentiva o debate sobre a Lei Orgânica?

2) Não promove oficinas de trabalho e Encontros Regionais/Estadual para reflexão sobre a Carreira? Temos um excelente texto inicial do colega Valente (veja aqui).

3) Por que a Assessoria de Imprensa contratada pelo Sinafresp nunca funciona a contento?

4) Não convida colegas que conhecem a área de Marketing & Imprensa para formar um Conselho Político e Divulgação?

5) Não decolou, também, nesta área? Com dois anos de gestão, tivemos um seminário (com vagas limitadíssimas) e outro na carona do Sindifisco Nacional no interior. Houve aumento de mensalidade. E menos serviços prestados (???)

Por que não se convoca AGE’s (agora Regionais), Seminários, e, principalmente Programas de Formação Política e Treinamento de novos líderes (não é cursinho de 5 horas/aula? Estudos revelam que o que existe (nos sindicatos) é um natural envelhecimento das direções sindicais. Pesquisa realizada no 8º Concut (2003) revelou que 58% das lideranças tinham mais de 40 anos de idade, enquanto no 5º Concut (1994) eram 29%. Essa amostragem, revela a preocupante ausência da renovação das lideranças e a fragilidade do trabalho de formação e de reciclagem político-sindical dos dirigentes e ativistas de base. O investimento em formação é hoje uma prioridade e deve ser tratada como emergencial. Do contrário, os sindicatos não expressarão as novas realidades do trabalho, inclusive com o crescente ingresso de jovens, e não terão como dar respostas ao complexo debate de ideias que permeia a sociedade e os próprios temas fins da atividade da categoria.

Leia mais: http://blogdoafr.com/2011/05/21/imagem-acao/ e http://blogdoafr.com/2010/12/26/projeto-de-formacao-sindical/

Como bem falou o Bianchi, é melhor fechar pra balanço e alugar as salas da Maria Paula, suspender o desconto da mensalidade, pois não esta fazendo diferença a atuação sindical.

O que nos falta, não seria algo como mais atitude? O Conselho é independente? Conseguiria agir sem a TUTELA da Diretoria?

Eu prefiro um sindicato mais democrático, que realmente saiba dividir tarefas e as decisões com seus representados, pois o que vimos no episódio da Proposta de Fim da Função Básica foi TUTELA da vontade dos filiados, tão reclamada por alguns quando se trata da Administração Fazendária (sic)

Para concluir, um sindicato forte precisa de:

1) Politização da classe 2) Organização na base  3) Formação de classe  4) Ação intersindical 5) Ações sociais

http://blogdoafr.com/2011/01/09/5-pontos-para-um-sindicato-forte/

Tudo isso é dever de quem esta no poder e um direito do filiado que confiou o seu voto na chapa eleita. Um bom (re)começo seria os Representantes Regionais ouvirem as suas bases e fecharem 100% com elas para a participação e representação na Reunião do Conselho”

TeoFranco

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janeiro 3, 2012

Autonomia do Fisco II

Gustavo Theodoro

Nos últimos anos foi a autoridade política se imiscuindo nos assuntos técnicos, impondo a adoção de um programa de sorteios – a Nota Fiscal Paulista (NFP) –, aumentando o rol de produtos sujeitos à substituição tributária e concedendo benefícios específicos, muitas vezes à revelia do CONFAZ, a setores e a empresas privadas. Tudo isto foi feito sem consulta ao corpo técnico fiscal, que ainda recebeu o ônus de implantar os programas acima sem qualquer planejamento. Com isso, ferramentas e programas necessários à fiscalização – como, por exemplo, as ferramentas para lidar com as escriturações fiscal e contábil – não foram desenvolvidas. São muitas as explicações para que a classe dos AFRs tenha manifestado pouca reação às investidas governamentais. Há na Secretaria da Fazenda uma cultura de comportamentos baseados em autoridade e hierarquia, ambos muito valorizados ainda hoje, mesmo com a mudança do mundo que nos cerca. (…) tarefas simples, incompatíveis com a capacidade e o preparo do corpo técnico, continuavam sendo executadas pelos AFRs. Temos um corpo técnico de excelente nível. E temos em nossa alçada muitas tarefas irrelevantes, simples e repetitivas. Segundo Estobeu, “a felicidade consiste em exercer as próprias virtudes em trabalhos que atingem os resultados desejados“. Nesse tipo de trabalho, nem se exercem virtudes nem se atingem resultados. Em parte, isto foi resultado da política de redução do quadro dos servidores de apoio, que tiveram sua carreira desmontada pelo Governo [...] Leia a segunda parte da série*

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