Posts tagged ‘meritocracia’

fevereiro 23, 2012

Bônus para servidores paulistas

Há pouco mais de uma semana, o Diário Oficial do Estado publicou três decretos assinados pelo governador Geraldo Alckmin, com base em lei aprovada pela Assembleia Legislativa no final do ano passado, estendendo o sistema de meritocracia para todos os servidores estaduais. A partir de agora, eles terão seu desempenho avaliado e receberão um bônus mensal atrelado aos resultados dessa avaliação.

As entidades sindicais do funcionalismo paulista alegam que o governo está ampliando o sistema de meritocracia com o  objetivo de congelar os salários da corporação e de aumentar o peso relativo dos bônus, em detrimento dos vencimentos, na composição dos salários.

Na área federal, até o PT – na gestão do presidente Lula – adotou política de metas e bônus no setor educacional, por entender que essa era a melhor estratégia para motivar o professorado [...] Leia mais

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janeiro 14, 2012

USP – Prêmio por bom comportamento?

Por ocasião da data-base 2011, mais uma vez sem negociação efetiva, foi decidido unilateralmente um reajuste que mal cobriu a inflação do período; não conseguimos levar adiante a discussão com os reitores sobre a proposta de valorização dos níveis iniciais da carreira docente, tão necessária para torná-la atraente. Mas parece que não há escassez de recursos no caixa da reitoria da USP, pois agora chega o Prêmio Excelência Acadêmica Institucional e todos os docentes e funcionários da USP irão receber R$ 3.500,00 em duas parcelas de R$ 1.750,00 (em 26/12 e 11/01, respectivamente), o que é mais que o dobro do prêmio concedido em 2009 [...] Leia o Informativo ADUSP

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dezembro 21, 2011

Diante de proposta do governo, Sindifisco mineiro realiza AGE

Categoria ratifica decisão de enfrentamento ao Progepi

O presidente do Sindifisco de Minas Gerais, Lindolfo de Castro, reafirmou a oportunidade da realização da AGE diante da proposta do governo, da mudança de procedimentos da categoria em relação ao cumprimento da decisão da AGE anterior e dos riscos a que estão submetidos os que estão cumprindo as decisões coletivas. “A diretoria não poderia fechar os olhos diante de uma situação de risco.

A assembleia é o principal fórum de discussão de uma categoria e o momento de convocá-la é sempre que houver necessidade de deliberar coletivamente sobre qualquer questão importante para a categoria representada” [...] Leia mais

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Progepi ameaça autonomia em Minas

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dezembro 1, 2011

Progepi ameaça autonomia em Minas

A Gepi é uma forma de preservar a remuneração do fiscal e estimular a produtividade ou  instrumento de manipulação e retaliação da resistência da categoria?

Começa a circular, por intermédio das chefias, memorando do subsecretário da Receita Estadual, Gilberto Ramos, em que se reafirma a obrigatoriedade do preenchimento do Progepi (Programa de apuração, atribuição e pagamento da Gratificação de Estímulo e Produção Individual) ou das planilhas dossiê, conforme OS 08/2011, que nada mais são do que o próprio Progepi em formato de planilha do Excel, ou seja, de uma forma ainda mais complicada e burocrática.

Os problemas do Progepi:

- excesso de poder na mão das chefias na estipulação das atividades, o que permite manipulação e direcionamento da ação fiscal, eliminando por completo a autonomia do auditor fiscal na realização do trabalho.

- a esdrúxula parametrização da atividade fiscal, que pretende pontuar a atividade fiscal ignorando os inúmeros incidentes a influenciar o trabalho do auditor, de forma a permitir “subfaturá-lo ou superfaturá-lo”, conforme conveniência do momento e da chefia. Fato que deixa o auditor em situação frágil, conduzindo-o ao absurdo de ter que ir ao chefe “com pires na mão” suplicar por um ajuste completamente subjetivo, sempre que entender que seja necessário fazer algo não designado no famigerado Acordo de Trabalho.

- a completa transferência de responsabilidade da chefia no gerenciamento dos trabalhos, a um “sistema” incapaz, por sí só, de identificar e medir o impacto das variáveis que são inerentes à complexa atividade dos auditores fiscais, de forma a compelir o fiscal a ter de, a todo momento, convencer alguém de que trabalhou corretamente, quando o contrário é que deveria ocorrer, ou seja, o gerente é que deve ter o desgaste de, caso isso ocorra, apontar aquele que não trabalha e por quais motivos e em que quantidade será descontada a Gepi.

Tudo isso culmina na transformação da Gepi em um instrumento de controle, que, como sugere o memorando do subsecretário, será lançado para retaliar a categoria em quaisquer situações de enfrentamento que, por sua vez, não são poucas e são frequentes [...] Leia mais

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novembro 16, 2011

A Tragédia de Halifax

Inocêncio Duarte de Oliveira Rocha
AFRE – BH

Grandes explosões nunca foram novidades na história. Mas é preciso contar as histórias para ver se aprendemos algo e não repitamos os mesmos erros. Algumas grandes explosões foram naturais, outras provocadas por grosseira negligência. Esta “invirtude” foi responsável pela maioria das mortes, mesmo quando se refira a um “tsunami” ou algo semelhante. Em 1908, na região de Tuguska, Rússia, um cometa (ou meteoro), que se esfacelara (acredita-se) entre 15 e 6 km da Terra, exterminou cerca de 80 milhões de árvores das florestas locais, mas só matou uma pessoa. Era uma região despovoada. [...] Esta explosão foi a maior já registrada na época entre aquelas feitas por artefatos humanos, e, até hoje, excluindo as explosões de artefatos nucleares, é ainda a maior explosão feita pelo homem até os dias atuais [...] Esta tragédia poderia ter sido evitada se observado um simples princípio, institucionalizado bem depois pela OIT: “mantenha o perigo longe”. Mas o Capitão achou-se no direito de disputar vez de abastecer, como sinalizara ao navio belga [...]

Pois é, meus amigos, “belguinhas” para estopim é que não faltam em nosso porto: parametrização, ponto GEPI, reposicionamento, letrinhas, atrasos, mandado de injunção e muitos outros “bodes” inventados. Agora nossos capitães vêm nos dizer para nos deixarmos aproximar do tal ProGEPI, este “navio carregado com megatons de dinamite que insistem em colocar no nosso porto” [...] Leia o artigo completo

novembro 11, 2011

Fiscais mineiros não aceitam o Progepi

Resta à Administração recuar na iniciativa, ou oferecer contrapartida que preserve a segurança funcional, a autonomia e a produtividade dos AFREs

Historicamente, a posição do SINDIFISCO-MG sempre foi contrária ao Progepi. Logo após a posse da atual diretoria, em dezembro de 2009, a primeira iniciativa nesse sentido, foi esclarecer o tema à categoria. Assim, foram publicados comunicados, informes e realizadas reuniões que culminaram na assembleia geral realizada em 17 de março de 2010. Nessa ocasião, a categoria fiscal, que já havia manifestado sua rejeição ao Progepi, reafirmou sua posição de enfrentamento à implantação do sistema. E é, com esse objetivo que, desde então, têm sido implementadas ações nos âmbitos político, administrativo e judicial.

Confira o histórico da luta contra o Progepi

Assim, temos conseguido impedir a implantação do sistema, em função de seu não preenchimento pela maioria dos servidores. Embora essa não seja a forma mais eficaz de enfrentamento, entendemos que o não preenchimento é uma maneira de manifestar o protesto, a indignação e a insatisfação da categoria, informando à SEF/MG que não aceitamos um instrumento que, pretensa e equivocadamente, visa “medir” a produtividade dos auditores fiscais. Afinal, como é possível informar percentuais de cumprimento de visitas técnicas, auditoria de custos e análise de documentos? Ou quanto vale uma intimação para apresentação de arquivos eletrônicos relativos à escrita contábil? [...] Leia mais

outubro 25, 2011

Desembargadora terá processo disciplinar por baixa produtividade

A Resolução 542/2011, do TJ paulista, prevê abertura de processo disciplinar contra magistrados com índice de produtividade inferior a 70% da média

O Conselho Nacional de Justiça resolveu manter a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar contra uma desembargadora que teve a produtividade considerada abaixo do ideal. A decisão de manter a medida imposta pelo Órgão Especial do TJ-SP foi tomada, por unanimidade, no plenário do Conselho Nacional de Justiça. O Pedido de Providências foi protocolado pela própria desembargadora na tentativa de anular a medida adotada pelo TJ-SP.
O conselheiro José Guilherme Vasi Werner, relator da matéria, julgou o pedido dela improcedente e foi seguido pelo plenário. Em seu voto, o conselheiro afirmou que a Resolução 542/2011 está amparada pela própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e também pelo Código de Processo Civil.

De acordo com o inciso II do artigo 35 da Loman, é dever do magistrado “não exceder injustificadamente os prazos para sentenciar ou despachar”. Por sua vez, o inciso II do artigo 125 do Código de Processo Civil anota que é dever do magistrado “velar pela rápida solução dos litígios”.

Nos debates que antecederam o resultado da votação do plenário do CNJ, a iniciativa do TJ-SP de editar a Resolução 542/2011 foi elogiada pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, e por dois outros conselheiros, José Lúcio Munhoz e José Roberto Neves Amorim. O conselheiro Amorim destacou que a produtividade do tribunal no julgamento de recursos aumentou 22,33% desde a edição da resolução, em março deste ano. Os conselheiros também consideraram que a referida resolução é fundamental para que o TJ-SP cumpra o que está previsto na Meta 2 do CNJ, que determina aos tribunais um esforço para o julgamento de processos antigos e pendentes de sentença [...]

Conjur

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outubro 19, 2011

Motivação e filosofia de resultados

por Hamilton Coimbra Carvalho

Que quer a sociedade dos servidores públicos? Funcionários que trabalham desmotivados e que apenas seguem procedimentos muitas vezes ultrapassados? Ou funcionários que trabalham de forma engajada e apresentam resultados reais, que melhoram a vida dos cidadãos? Se queremos um serviço público que mostre seu valor à sociedade, precisamos contornar essa força quase irresistível que nos prende ao status quo. Como conseguir isso? Um primeiro passo é a adoção da filosofia de experimentos para testar propostas inovadoras. Nas organizações que adotam essa filosofia, idéias diferentes ganham o direito de serem testadas para comprovar se produzem resultados. A organização precisa também estar preparada para o erro. Tom Kelley propõe o papel do experimentador como um dos mais importantes em uma organização que se pretenda inovadora [...] Leia o artigo do novo articulista do BLOG do AFR

junho 12, 2011

PROGEPI – Por que controlar os servidores?

por Carlos Roriz Silva*

Why Spy on Your Employees? Aconselha que se você (a direção) acredita nos empregados, trate-os de acordo. (What Were They Thinking?)

Toda vez que a Humanidade necessitou melhorar o seu desempenho social, ela o fez. Assim foi a queda do sistema escravista na antiguidade para dar lugar ao feudal, a queda deste para dar lugar ao capitalista, assim por diante. Quando as mudanças envolvem a grande maioria da sociedade, elas são implantadas por todos; quando são impostas por grupos poderosos isolados como as ditaduras ou mesmo limitadamente autoritários, a insatisfação será geral e os resultados gerarão perdas maiores futuras. O grande ganho da experiência acumulada pela Humanidade é o fato da experiência estar espalhada nela própria. O prejuízo é muito grande quando se demora para mudar o caminho pífio. Fora desta linha de ação, ninguém ganha [...] Não é novidade que o Engenheiro americano Frederick W. Taylor (1856 – 1915) inventou o método que tomou o seu nome, separando o trabalho intelectual do manual, fragmentando a produção, incluindo a organização hierarquizada, sistematizada e o tempo de produção cronometrado. Para Taylor, o trabalhador era simplesmente uma máquina a mais no ambiente. Era a visão de mundo dele, que colocando em prática, colocou também a visão de mundo do empresariado da época. E como o servidor de Minas Gerais está trabalhando agora? Planejamento totalmente separado de quem executa (simples tarefeiro), controle pela Chefia direta, tarefa fragmentada e tempo de execução determinado (o não cumprimento tem que ser justificado pelo controle). Acrescente-se que quem executa tem que preencher planilhas com as tarefas executadas, muitas vezes ao mesmo tempo em que vai executando! Complete-se que, grande parte da remuneração é por produtividade, que não será recebida se o servidor estiver de licença saúde! Leia mais

*AFRE – PF Extrema – MG

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maio 12, 2011

Auditores fiscais do Acre fazem paralisação de duas horas

A paralização atingiu todos os serviços da Sefaz durante duas horas, nesta manhã (11.05.2011) entre 9h às 11h. O principal objetivo foi de buscar uma solução para a ausência da publicação da meta para 2011 e da demora na promoção dos servidores da Sefaz após mais de um ano de espera. Além dos serviços de atendimento da Sefaz, os postos fiscais de atendimento as transportadoras (CAT) e no Tucandeira também estiveram paralisados. No interior esteve parado o atendimento em Brasiléia e em Cruzeiro do Sul.

Deixamos apenas 30% do efetivo em razão do dispositivo legal”, destacou o Presidente do Sindifisco-AC, Gielson Coelho

janeiro 8, 2011

Liderança positiva e trabalho em equipe

 

A liderança positiva é essencial para o trabalho em equipe. Hoje, não se trata apenas de liderarpessoas, mas produzir resultados positivos através do desempenho acima da média. Com este tipo de liderança todos os liderados se destacam, pois não é uma liderança de privilégios nem de privilegiados, mas de valorização das virtudes individuais no grupo.Cada integrante da equipe é chamado a colocar seus dons a serviço do corpo maior (corporação).

 

Para exercer a liderança positiva numa corporação, com eficácia, o bom líder precisa ter em mente que tudo começa nas pessoas, que o trabalho depende delas e que um ambiente positivo tem a possibilidade de gerar melhores resultados do que um ambiente negativo.

 

Liderar positivamente é internalizar esta magia no seio da equipe, de modo a contagiar toda a corporação. Todavia, a liderança positiva é um processo que deve começar na consciência do próprio líder. Portanto, aquele que deseja liderar deve primeiro ser líder de si mesmo, para depois ser líder de outros, de uma equipe. Para tanto, as primeiras providências a tomar são:

 

a) rever as próprias posturas pessoais frente ao grupo, sempre em consonância com os objetivos e metas da corporação e do mercado;
b) trabalhar de maneira harmônica e integrada com sua equipe na busca dos resultados;
c) não se descuidar de três desejos humanos: manutenção da fortuna (sucesso e êxito), busca constante da evolução (crescimento pessoal e grupal, profissional e familiar) e conquista da felicidade (realização dos sonhos).

 

Se a Fortuna era a deusa romana da sorte (boa ou má) e da esperança, a liderança positiva é um processo que não pode confiar unicamente nela, mas deve buscar com positividade a evolução e o sentimento de felicidade das pessoas que compõem a equipe.

 

A liderança positiva não é um jogo ou uma questão de apostar na sorte, mas é aquela que vê saídas onde outros apenas conseguem enxergar problemas ou meias soluções. É afortunada de características especiais, como visão diferenciada, conhecimento, espiritualidade, capacidade para o relacionamento, determinação e coragem.

 

Abaixo alguns atributos para aquele que deseja exercer a liderança positiva para o trabalho em equipe nas corporações:

 

• Ouvir mais do que discursar;
• Elogiar mais do que criticar, sem deixar de ser franco;
• Estimular as ações (dar “motivos para a ação” de cada um dos seus liderados);
• Expor suas idéias sempre com clareza e com a força do convencimento;
• Transmitir confiança e entusiasmo, fazendo com que cada liderado descubra o seu “Deus interior”;
• Ter visão conectada à ação;
• Ser firme nas suas posições (líder frouxo, liderado desorientado);
• Possuir competência (teórica e prática);
• Ser exemplo aos demais (o exemplo arrasta);
• Administrar o seu tempo (sua vida);
• Delegar com segurança (passar a incumbência para quem realmente vai dar conta do recado);
• Ser ponderado nas suas colocações (o desequilíbrio desagrega a equipe);
• Ter espírito de equipe (solidariedade e reciprocidade).

 

A liderança positiva é moderna e conectada ao seu tempo. Sabe que a sociedade atual funciona em rede e que a equipe não pode ficar isolada dos acontecimentos da corporação e do mundo. A liderança positiva (para o trabalho em equipe) moderna sabe que o conhecimento está ao alcance de todos, envidando esforços para trazê-lo ao seio da equipe. Integridade, confiança e maturidade fazem parte do seu vocabulário.

http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/lideranca-positiva-e-trabalho-em-equipe-nas-corporacoes/26118

dezembro 22, 2010

MG – PROGEPI – Mais um passo na tentativa de destruir o Fisco

O novo programa de apuração, atribuição e pagamento da Gratificação de Estímulo à Pro­dução Individual – ProGEPI, que compõe a parte variável da remune­ração dos Auditores Fiscais da Receita Es­tadual, em implantação na SEF/MG a par­tir do mês de abril, parte do pressuposto de que todas as atividades que envolvem o controle fiscal podem ser padronizadas, parametrizadas e planilhadas, medidas em um tempo predefinido e, ao final, valora­das. O somatório desses valores resultaria num quantitativo de pontos que seriam le­vados a uma tabela e, traduzidos em valor financeiro, representariam 60% da remu­neração, que é a GEPI.

(…)

Não obstante o nome “acordo”, que pressupõe bilateralidade, confluência de interesses, pacto, no caso do proGEPI é inteiramente dispensável a participação ou a concordância do Auditor Fiscal com os termos do “Acordo de Trabalho”. As­sim, o cumprimento das atividades, me­tas estabelecidas e condições definidas independem do “Acordo”, o que torna o instrumento uma determinação impositi­va e unilateral, portanto, absolutamente contrária à definição corrente do termo e a qualquer concepção que se pudesse aproximar de uma iniciativa de plane­jamento fiscal, conforme dispões o Dec. 45.237/2009, em seu Art. 7º.

(…)

Enfim, o proGEPI constitui um ex­traordinário sistema composto, até o mo­mento, de três decretos, uma resolução, uma portaria, duas ordens de serviço, cinco orientações proGEPI, vinte tabelas e um programa informatizado que deverá ser ali­mentado diariamente com as informações das tarefas que compõem cada atividade de controle fiscal desenvolvida em cada contribuinte selecionado.

 

A análise do que realmente significa esse sistema ProGEPI pode se organizar a partir de quatro aspectos, a saber:

1 – a autonomia e a independência do Auditor Fiscal para exercer uma atividade vinculada, nos termos do parágrafo único do art. 142 do Código Tributário Nacional;

2 – submeter a remuneração a critério subjetivo de atribuição por parte da chefia;

3 – o abuso de autoridade;

4 – o assédio moral.

O Código Tributário Nacional, ao dispor sobre a atividade do controle fiscal, define-a como atividade vinculada obrigatória e coloca o Agente de Estado sujeito a pena de responsabilidade funcional em caso de descumprimento ou de exonerar-se dessa obrigação.

(…)

As exigências do trabalho fiscal para fazer frente ao volume, à complexidade e ao grau de sofisticação da crescente sonegação que, cada vez mais se aproxima do crime or­ganizado e com ele se relaciona, são incom­patíveis com a pretendida parametrização das atividades intelectuais, investigativas, interpretativas que o compõe e determinam a natureza do trabalho fiscal.

(…)

Chama atenção a primeira caracte­rística do programa “Fim da avaliação por resultados financeiros” conforme consta da apresentação em Power point feita pelos Su­perintendentes Regionais e disponibilizada para todos os Auditores. Assim, o trabalho fiscal que apure muitos milhões sonegados aos cofres públicos não tem nenhum valor, se o seu autor não preencheu as “planilhi­nhas” contendo as tarefas burocráticas, procedimentos predeterminados, listados e parametrizados. Essa disposição é contrária aos interesses da sociedade e à própria fina­lidade da Tributação e Fiscalização.

AFFEMG NOTÍCIAS – 245 – MAIO DE 2010 – PÁGINA 3 – http://www.affemg.com.br/jornal/AFFEMG%20Noticias%20maio%202010.pdf

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