Posts tagged ‘corrupção’

maio 17, 2012

Auditor Fiscal do Paraná é condenado a 35 anos de prisão

As fraudes teriam beneficiado cinco empresas, causando um prejuízo de R$ 1,6 milhão ao Estado do Paraná

Sob acusação de inserção de dados falsos em sistema de informação, o auditor fiscal da Receita Estadual do Paraná, terá que pagar 398 dias-multa (equivalente ao valor R$ 54 mil), além da perda do cargo público. O Ministério Público do Paraná apresentou denúncia sob a alegação de que o servidor alterava contas correntes fiscais de contribuintes de ICMS, através do uso de senha e chave de uso exclusivo.

A sentença foi proferida pelo juiz da 11ª Vara Criminal de Curitiba Antonio Carlos Schiebel Filho. O réu ainda pode recorrer da decisão [...] Leia mais

abril 14, 2012

A casa da Senadora Joana

JT Palhares

O primeiro decoreba a gente nunca esquece. Alguns marcaram tanto a humanidade que parecem ter sido cunhados sob medida para os corações puros dos neófitos, como este: “Jurisdição é o poder que tem o Estado de dizer o direito”. Parece bobagem, mas rios e rios de sangue foram derramados até que o homem chegasse a conceito tão arrebatador.

Para que os súditos conquistassem o direito de ir e vir, e de retornar à Casa da Mãe Joana, muito cuspe foi lançado das tribunas populares. Milhares de cabeças rolaram em nome do direito sagrado de falar quando nos for conveniente, ou de permanecermos em silêncio para não ter que contar mentiras deslavadas perante a Comissão de Perguntas Imbecis da Câmara (CPI).

Para sorte dos formandos da FACUPLAC — Faculdades Arranjadas Corruptos Unidos do Planalto Central —, a Teoria Geral do Processo Culinário foi condensada em uma receita de pizza. Até hoje a massa é a mesma, só varia o recheio, Zé Sarnento que o diga. Sou bacharel em direito, turma de 2003, mas nunca exerci a advocacia. Não tenho saco para bajular juiz. Indicado por um amigo, ingressei no quadro de funcionários fantasmas do Legislativo Federal.

Atualmente, presto serviço para quatro senadores, eleitos por estados diferentes. Opero nos bastidores, no mais absoluto sigilo [...] Leia a crônica completa

março 26, 2012

País rico é pais sem corrupção

Rio de Janeiro teve desviado dos cofres públicos R$ 1 bilhão e apenas 6% dos casos de corrupção com punição

Na corrida para punir corruptos, o Tribunal de Justiça do Rio é um exemplo da lentidão do Judiciário: só 6% dos processos movidos contra acusados de desviar dinheiro público resultaram em condenações definitivas, informa Chico Otavio. Foram 70 condenações em 1.209 ações ao longo dos 20 anos de vigência da Lei de Improbidade Administrativa, criada para punir políticos e servidores envolvidos em desvios. As causas somam R$ 4,6 bilhões – sendo R$ 1 bi desviado dos cofres públicos e o restante em multas cobradas dos gestores. O Conselho Nacional de Justiça investiga o motivo da morosidade do tribunal, onde dezenas de casos se arrastam durante anos. Há réus que respondem a 20 ações. Em três meses de trabalho, o juiz Flávio Pimentel de Lemos Filho, de Itatiaia, extinguiu, sem analisar, 17 das 23 ações de improbidade contra o ex-prefeito Almir Dumay. O desembargador aposentado Marcus Faver, membro da Comissão de Ética Pública Estadual faz um lamento:

No Rio, em geral, há afrouxamento da conduta ética

Enquanto é lenta para condenar o mau gestor, a Justiça mostra agilidade na hora de inocentá-lo - Em 2009, quando ocupava interinamente a 2 ªVara Cível de Itaguaí, o juiz Rafael de Oliveira Fonseca absolveu o prefeito da cidade, Carlos Busato, o Charlinho, na ação de improbidade que o acusava de dispensa ilegal de licitação na contratação de um jornal. No recurso, acolhido pelo Tribunal, o MP manifestou surpresa pela celeridade do magistrado. Na contramão da rotina da comarca, o juiz chegou a mandar um oficial ao MP, após o expediente forense, para entregar os autos aos promotores junto com um aviso de “urgência no julgamento”. Os próprios réus também surpreenderam o MP ao pedir, ao contrário da recorrente estratégia de demora, a antecipação do julgamento [...] Leia mais
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março 19, 2012

Corrupção & Bolsa Malfeitor

Duas indicações recebidas de leitores, nos últimos dias, demonstram a preocupação, dos próprios integrantes da carreira, com o tema:

BOLSA MALFEITOR - Em 2010, durante o Congresso de Auditores da Receita, apareceu uma proposta de criação de um fundo, custeado pelos servidores, para pagar os salários de colegas demitidos de seus cargos a bem da administração pública. (Cerca de R$ 12 mil mensais.) Rebarbada, a ideia ressurgiu, sob o patrocínio da delegacia de Santos do Sindifisco. Chamada aqui de “Bolsa Malfeitor”, a crítica aborreceu a diretoria daquela delegacia sindical, considerando-a um “deboche”, com “informações incorretas e até mesmo maldosas”. Os doutores divulgaram uma carta, buscando uma retratação, “sob o risco de o ‘malfeitor’ ser justamente quem publica inverdades”.

Jogo jogado. Na semana passada, o então presidente da delegacia sindical de Santos do Sindifisco, o auditor Clemente Feijó, outros quatro servidores do fisco e mais 15 pessoas foram presas pela Polícia Federal, a partir de uma investigação da Receita, na operação “Navio Fantasma”. São acusados de levar mercadorias de luxo ao porto de Santos como se fossem peças de navio. Se a Bolsa Malfeitor estivesse em vigor, os servidores não teriam com que se preocupar.

Sindifisco envia nota a jornalista Elio Gaspari

CONGRESSO X CONSELHO: O presidente da Delegacia Fiscal do Rio de Janeiro do Sindicato dos Auditores Fiscais, Aelio dos Santos Filho, informa que repudia a iniciativa da sua similar de Santos, que pretende criar um fundo de socorro aos fiscais postos para fora da Receita Federal, depois de serem submetidos a inquéritos nos quais tiveram direito de defesa. Nas suas palavras:

A aprovação do fundo para pagar salários de auditores demitidos a bem do serviço público não passou pelo crivo da categoria: foi rejeitada no Congresso Nacional de Auditores Fiscais. A aprovação dessa excrescência chamada ”Bolsa Malfeitor” ocorreu no Conselho de Delegados Sindicais, sem discussão prévia na categoria.” As delegacias sindicais de Campinas e do Maranhão também condenam a ideia da Bolsa [...] Leia mais

‘Cadeia não resolve o problema da corrupção’, defendem juristas em SP

Para juristas e cientistas políticos reunidos no II Congresso contra a Corrupção, é ilusão acreditar que esse cenário será revertido enviando mais corruptos para a cadeia – pois a chance de isso ocorrer, no Brasil, é mínima. O caminho para reduzir a impunidade, segundo eles, é criar mecanismos de mediação e conciliação entre acusados e Ministério Público (MP), aplicando penas alternativas, como devolução do dinheiro desviado, perda dos direitos políticos e proibição de sair do País. O jurista Luiz Flávio Gomes, se diz “descrente” com a Justiça brasileira e afirma que só com soluções mais dinâmicas, como o acordo entre acusação e acusado, será possível punir corruptos com rapidez e reduzir a sensação de impunidade, e fez um alerta:

A Justiça brasileira não manda o rico preso. Se o juiz de baixo manda prender, o do tribunal manda soltar. Não nos iludamos com o discurso do cadeião,  [...] Leia mais

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março 17, 2012

Corrupção e sonegação são caminhos para o fim

ÉTICA

Qualquer um que se preocupe com Justiça Tributária deve também atentar para dois fenômenos graves que a prejudicam: a corrupção e a sonegação. Ambas oferecem o encanto do enriquecimento fácil, capaz de viabilizar os sonhos mais fantasiosos ou os mais deslumbrantes devaneios que possam conter qualquer megalomania.

Mas, na verdade, nada mais são que sereias ilusórias, que mais cedo ou mais tarde levam os iludidos para o fundo escuro, a caminho do fim.

Ante tais reflexões, encontramos notícias recentes informando que em Minas Gerais um advogado e um desembargador estariam envolvidos com venda de decisões judiciais, enquanto uma advogada teria participado de atos ilícitos em Brasília, com envolvimento de pessoas que exerceram ou exercem altos cargos nos poderes da República.

Corrupção e sonegação são crimes que andam de mãos dadas. Não consta que os corruptos forneçam recibos de suas falcatruas e nem há notícia de que os sonegadores ou corruptores paguem impostos sobre o que ganham com tais crimes.

Mas, com a globalização da economia, surgem mecanismos internacionais que pretendem eliminar ou pelo menos punir tais crimes, tentando assim reduzir sua prática.

Nós estamos num novo século, onde a prestação de serviços vem ganhando importância cada vez maior. Nós advogados somos prestadores de serviços. Não podemos esquecer o juramento feito quando recebemos a carteira da OAB. Por isso, não podemos ser cúmplices de nossos clientes. Lembremo-nos da frase de Domenico de Masi em sua obra A Emoção e a Regra:

Em uma sociedade voltada à prestação de serviços, a fidelidade do cliente será a maior vantagem competitiva. A ética de um profissional será seu mais alto patrimônio. Apenas os homens de caráter vencerão nesse mundo [...] Leia mais

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A Questão da corrupção: Quem é a favor?

fevereiro 2, 2012

A amizade e a indignação pelo tributo perdido

Francisco das Chagas Barroso

Um dia desses, dentro de um supermercado local, me deparei com um colega AFTE, o qual, sem me olhar, me cumprimentou com um ríspido movimento de cabeça. Imediatamente me ocorreram as lembranças dos tempos em que nos cumprimentávamos com um aperto de mãos, olhando nos olhos e falando sobre a família. Irresignado, não com o colega, mas comigo mesmo, o indaguei acerca do que eu fizera para motivar aquela mudança de cumprimento. Logo percebi que o motivo de tudo era o fato de haver denunciado o governo do Estado de Rondônia no episódio da isenção das usinas (…) Nossa cultura de realizações a troco de alguma coisa tem preponderado sobre ações desinteressadas e cidadãs. Por vezes, a própria corporação e a sociedade em geral, movida por sentimentos reacionários taxam de “louco”, “subversivo” quaisquer atitudes que destoem do senso comum. Acredito na abordagem platônica de que a subversão (pelo menos no campo das idéias) é a mãe de todos os avanços da sociedade. O servidor público não é servidor do governo, mas sim, do ”público”, do “povo”. [...] Leia o artigo completo

janeiro 31, 2012

STJ nega liminar para servidor condenado

Agente fiscal do Tesouro do Rio Grande do Sul pretendia reverter sua demissão

O agente foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão por crime funcional contra a ordem tributária. Ele foi acusado de receber vantagem indevida de empresários para deixar de lançar ou cobrar tributos. A pena base foi fixada em três anos e seis meses, e o aumento foi justificado pela continuidade delitiva. O agente recorreu. O Tribunal de Justiça gaúcho manteve a decisão. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Ari Pargendler, negou pedido de liminar em Habeas Corpus para reverter demissão e reduzir a pena imposta em ação penal. O mérito será julgado pela 5ª turma da Corte, sob relatoria do ministro Gilson Dipp [...] Leia mais

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janeiro 18, 2012

Auditor de Rondônia tenta anular ação no STF

Auditor denunciado como membro de quadrilha tenta anular ação no Supremo

A defesa do auditor fiscal de tributos do estado de Rondônia ajuizou, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Reclamação (RCL) 13181, em que pede a suspensão, em caráter liminar, de decisão da 3ª Vara Criminal da Comarca de Porto Velho, que rejeitou o pedido de nulidade da Ação Penal a que ele responde sob a acusação de crime contra a ordem tributária.

Segundo a defesa, a decisão questionada contrariou a Súmula Vinculante nº 24 do Supremo, pois “para que ocorra o pagamento ou sua exigibilidade é necessário o prévio lançamento definitivo do crédito tributário”. A Súmula exige para a tipificação do delito material contra a ordem tributária, previsto no artigo 1º, incisos I a IV da Lei 8.137/90, o esgotamento da esfera administrativa para apuração do prejuízo causado ao fisco pelo réu. Houve rejeição do pedido de nulidade por parte do Juízo de primeira instância, rejeitando a argumentação da defesa e inviável, conforme narra a denúncia, existiam os créditos tributários definitivos, porém estes foram excluídos do sistema de informação da SEFIN [Secretaria de Finanças]”.

O CASO - De acordo com a reclamação, o auditor fiscal faria parte de uma quadrilha que se apropriava dos valores destinados ao pagamento do ICMS, causando danos ao fisco e aos empresários que acreditavam estarem em dia com o pagamento de seus tributos. Consta na inicial, que a justiça recebeu denúncia do Ministério Público e determinou a citação dos réus para responderem à acusação. Em defesa do auditor, o advogado alegou “nulidade da Ação Penal por falta de justa causa em virtude de ausência de condição objetiva de punibilidade”. Ou seja, pelo fato de se tratar de crime contra a ordem tributária, deveria estar presente nas provas, o processo administrativo que apurou a existência de prejuízo em desfavor do fisco, que só pode ser comprovado após o lançamento definitivo do tributo devido na esfera administrativa o que, segundo a defesa, não ocorreu [...] Leia mais

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janeiro 9, 2012

Expulsão de servidores bate recorde em 2011

De acordo com o órgão, o principal motivo que levou a 564 expulsões no ano passado foi o uso indevido de cargo (24,7%) e improbidade administrativa (16%)

Segundo o secretário executivo da CGU, Luiz Navarro, a abertura de processo administrativo é a forma mais ágil de punir servidores corruptos, mesmo com o respeito ao direito de defesa na tramitação das ações disciplinares. “A administração deixa de ficar apenas à espera da punição pela via judicial, que é demorada, e passa, ela própria, a administração, a aplicar as punições de sua alçada”, explica Navarro.

O estado que registrou mais baixas no ano passado foi o Rio de Janeiro (120), seguido por São Paulo (67). O Distrito Federal, que reúne o maior número de servidores federais por habitante, registrou 60 expulsões [...] Leia mais

dezembro 27, 2011

A Questão da corrupção: Quem é a favor?

Marciano Buffon*

Houve uma festa em um determinado país imaginário (não o Brasil!) na qual estavam reunidos um professor, uma aluna, um médico, um empresário e um policial rodoviário. Tratava-se de uma festa de despedida de um policial daquela pequena cidade, daquele belo país. Estavam os referidos personagens indignados com a corrupção do governo local. Ocorre que, naquela noite: a) o professor liberou seus alunos para que fossem à biblioteca  “pesquisar” para que pudesse ir à festa; b) a aluna obteve de seu marido (médico) um atestado para justificar sua ausência à aula; c) a festa estava “gentilmente” sendo oferecida pelo empresário ao policial para compensar “alguns favores” realizados durante sua estada na pequena e pacata cidade. Todos, no roda, discutiam indignadamente sobre os alarmantes índices de corrupção de seu país!

Da mesma forma, se há algo que se possa dizer consensual nesta quadra da história brasileira é o rechaço à corrupção. Se fosse realizado um plebiscito, provavelmente o resultado apontaria que, quase a totalidade da população brasileira, é contrária à corrupção. Se há, portanto, um verdadeiro acordo nacional contra esse mal, a pergunta que há de se fazer é: Porque a corrupção continua a existir e parece ser tão significativa? [...] Leia o artigo completo

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dezembro 23, 2011

Corregedora do CNJ: associações de juízes são mentirosas

A ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), chamou ontem as associações representativas de juízes de mentirosas, maledicentes e corporativas. A ministra se disse vítima de uma “tentativa de linchamento moral”. Eliana negou a informação das associações de que ela estaria investigando 231 mil magistrados, servidores de tribunais e seus parentes. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) analisou 216.800 nomes e encontrou 3.438 pessoas com movimentações atípicas. Mas ela sustentou ontem que os magistrados sob suspeita não passam de 500 integrantes de 22 tribunais.

Eu só posso lamentar porque tudo isso é fruto de maledicência e de irresponsabilidade da AMB [Associação dos Magistrados Brasileiros], da Anamatra [Asso­­ciação dos Magistrados da Justiça do Trabalho] e da Ajufe [Associação dos Juízes Federais do Brasil], que mentirosamente desinformam a população, ou informam com declarações incendiárias e inverossímeis, e passam a dizer o inexistente, falar o indevido e detratar um órgão que pretende defender as instituições brasileiras da corrupção que se alastra neste país” [...] Leia mais

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dezembro 21, 2011

AFR é preso em Ribeirão Preto

Um servidor público estadual da Secretaria da Fazenda foi preso na manhã desta segunda-feira em Ribeirão Preto por acusação de crime de concussão, quando um servidor exige uma vantagem indevida aproveitando-se de seu cargo. A prisão é resultado de uma operação realizada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Estadual em Ribeirão. A polícia e a Promotoria apuraram que o servidor da Fazenda estadual estaria cobrando dinheiro de empresas fiscalizadas para que não fosse tão rígido na atuação como fiscal.

A prisão ocorreu em um momento em que o fiscal iria buscar dinheiro em um escritório de contabilidade, que seria parte da propina exigida pelo servidor. O nome do suspeito não foi informado pela PF nem pela Promotoria. O crime de concussão tem pena que pode chegar a oito anos de prisão. O SINAFRESP informou que foi prestado “suporte jurídico inicial necessário ao associado e sua família, a fim de que fosse resguardada a sua integridade física e moral de qualquer violação de direitos e garantias constitucionais” do filiado que foi libertado no dia seguinte sob fiança.

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dezembro 20, 2011

“A Privataria Tucana” marca o fim de uma era

Edison Farah*

AFRs do Brasil, como vimos alertando há tantos anos, O PSDB é sem dúvida o responsável  pela melancólica situação de inviabilidade da governança nacional, vez que implantou este modelo de corrupção desvairada na gestão pública. O PSDB é um partido cujo compromisso não com o povo, e muito menos com a nação. Vide que foi mais uma vez o PSDB que impediu a votação da PEC do Deputado João Dado na semana passada em Brasilia, com atuação intensa do Vaz de Lima , por ordem do Alckmin e de Minas Gerais.
Bastante  lúcido,  equilibrado, e esclarecedor  o texto de Luis Nassif (leia aqui). Tudo o que se fez e se faz  contra o funcionalismo público nos Estados onde o PSDB exerceu e exerce o poder não é  por acaso, mas sim mira o enfraquecimento do Poder Público para transformar o pais em pasto ilimitado à ganância do capitalismo selvagem que graça no planeta e que agora destrói mais uma vez a economia global.
Vale conferir, inclusive comprando o livro comentado.

*AFR-SP

Leia também: Sindicato sem pelegos

NOTA: Os textos assinados não refletem necessariamente a opinião
do BLOG do AFR,  sendo de única e exclusiva responsabilidade
de cada autor.

					
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novembro 8, 2011

Eu faço porque todo mundo faz: Notas sobre o comportamento desonesto

Hamilton Coimbra Carvalho

Imagine que você está realizando um difícil teste de matemática e que receberá uma recompensa em dinheiro de acordo com o número de questões que você acertar. Imagine ainda que, após terminar o teste, você recebe a folha de respostas para transcrever as alternativas escolhidas. Nessa folha de respostas já estão marcadas quais as alternativas corretas. Você pode transcrever corretamente ou não, porque ninguém vai checar. Mais do que isso, você transcreve as respostas, conta mentalmente quantas alternativas você disse que acertou, levanta-se, vai até um fragmentador de papel e destrói tanto a folha original com os testes quanto a folha de respostas. A seguir, você se dirige a uma jarra onde está o dinheiro e pega o valor correspondente ao número de testes que você teria acertado, sem nenhum risco de ninguém conferir se você agiu honestamente ou não. O que você acha que, no geral, as pessoas fariam em uma situação dessas? Elas pegariam a recompensa com base no número correto de testes certos ou trapaceariam? [...] Leia mais

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novembro 2, 2011

Dois sistemas e realidade distorcida: o naufrágio da ética

Hamilton Coimbra Carvalho

O comportamento desonesto varia em função dos incentivos existentes, é sensível ao contexto e facilmente racionalizável. É também contagioso, na medida em que uma “laranja podre” é capaz de contaminar os demais elementos de um grupo. Cursos tradicionais e códigos de ética geralmente são ineficazes para evitar a desonestidade. Essas afirmações são resultado de pesquisas em ética comportamental, campo do conhecimento que procura compreender como as pessoas realmente agem quando confrontadas com dilemas éticos. Não se trata, ao contrário do que possa parecer, de mera opinião, mas de dezenas de experimentos reais, feitos com todo o rigor científico, com destaque para as pesquisas conduzidas pelo professor da Universidade Duke Dan Ariely e pelo professor de Harvard Max Bazerman. A ética ganhou importância global nos últimos anos especialmente por conta dos escândalos financeiros nos Estados Unidos. Mas o tema tem também importância para nós, brasileiros, entre outros motivos porque nosso país costuma aparecer mal posicionado em rankings que medem a percepção de corrupção [...] Leia o artigo completo

outubro 28, 2011

Ex-presidente do Sindifisco gaúcho deixa de ser ré em ação penal

Zulma Rejane Alves Rodrigues sofreu ação relativa à época em que foi chefe da 1ª Delegacia da Fazenda em 2008

Por unanimidade, o Tribunal de Justiça decidiu trancar a ação penal contra a ex-secretária adjunta da Receita Estadual relativa a denuncia do MP por suposta prática de corrupção passiva e prevaricação. Com o habeas corpus concedido pelos desembargadores, a servidora deixou de ser ré na ação, que segue tramitando contra outras três pessoas. O advogado de Zulma, Ricardo Giuliani, estuda agora a possibilidade de buscar judicialmente a reparação aos prejuízos pessoais e profissionais que sua cliente sofreu.

Segundo a acusação, Zulma teria emitido ordem para suspender autuação a uma empresa de materiais de construção – que teria sonegado mais de R$ 4 milhões – e deixado de apurar suspeitas de corrupção que teriam sido praticadas por um agente fiscal.

O agente é suspeito de ter recebido propina no valor de R$ 296 mil para devolver provas de sonegação à empresa, sem autuá-la. Os autores do pagamento foram denunciados por corrupção ativa e lavagem de capitais.

Em seu voto, o desembargador Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, relator do processo, afirmou que os fatos delituosos atribuídos a Zulma não tinham fundamentação. “Não há cogitar, em nenhum dos fatos, narrativa de delito de corrupção passiva, ausente solicitação ou recebimento de vantagem ou promessa indevida”, escreveu.

Para o relator, diante de um comprovado clima de animosidade existente entre os fiscais, a então delegada teria agido corretamente ao suspender as atividades relativas à auditoria, visando ao esclarecimento dos fatos e preservando o interesse público. “Excepcional o trancamento da ação penal em seu nascedouro. É o que ocorre na espécie em que resulta evidente, à primeira vista, a falta de justa causa para a ação penal”, diz o magistrado [...] Leia mais

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