A pasmaceira continua


TeoFranco

Na última quinta-feira ocorreu o “Dia de Mobilização” em todo o estado, sendo que na Capital onde se encontra o centro das decisões, de um estalo, achou-se por bem, cobrar a resposta ao ofício para agendamento de audiência diretamente na porta do gabinete do Sefaz. Por acaso, se deu um encontro rápido com o titular da pasta, na antessala, por alguns minutos, em pé, ocasião na qual os dirigentes do Sinafresp saíram, da mesma forma que chegaram, com a notícia de que qualquer tratativa, daqui pra frente, será através do Adjunto.

Nas regionais continua o mesmo script, a “mobilização” se resume a uma foto, de um grupo de colegas  enfileirados, que é divulgada no site e no jornal do sindicato. Pobre modelo para uma, chamada, categoria exclusiva de estado.

Ainda temos, alguns raros, valores com energia para fazer o chamado arrastão entre os departamentos tentando energizar os desanimados. Mas, não seria a hora de repensar a postura e estratégia? Terminamos o ano com assuntos mal resolvidos e não foi chamada uma AGE para balanço geral, nem mesmo a recém criada AGE Regional, que, diga-se de passagem foi bandeira de campanha desta diretoria. A “agenda 2012″ saiu do gabinete, de uma diretoria em crise, e servida como prato pronto requentado. Em resumo:

A falta de diálogo por parte do governo, reclamada pelos dirigentes sindicais, é praticada na relação destes com os sindicalizados. Da mesma forma também são as resoluções de cima pra baixo, os chamados pratos feitos. É a cultura que se copia e “aperfeiçoa”. Nessa toada não há como impedir que o desânimo e a apatia prevaleçam.

A solução: Inicia com amplo diálogo interno com a categoria, passa pela reavaliação de estratégia e culmina no afastamento de qualquer tipo de ideologização política nas negociações, sob pena de enterrarmos 2012 antes da hora e depois transferir a culpa para a categoria, dizendo que esta não se interessa em participar…

7 Comentários para “A pasmaceira continua”

  1. Teo, lamentavelmente, continuamos sem sindicato.
    Como demonstrei no meu manifesto em 2009, pedindo à classe que apoiasse a chapa SUPER-AÇÃO, até então nunca tivemos sindicato, dizia eu, e isto vale, cruelmente, até hoje, em mais um mandato perdido, com o fracasso absoluto que foi a atual gestão. Peço perdão à classe pelo meu equívoco. Mas à época não tínhamos opção.
    Era ficar com o velho esquema, ou tentar uma grupo novo.Se isso serve como justificativa para o meu erro, me desculpem!
    O Fisco paulista continua sem sindicato à altura de sua importância. Infelizmente, não vejo solução para isso, dada a apatia e alienação da maioria da classe.
    Para superar essa alienação é que o projeto principal da SUPER-AÇÃO era a conscientização e mobilização da classe, para isso usando-se os modernos meios de comunicação e técnicas de engajamento.
    Por pressões não se sabe de onde, as tais famosas “forças ocultas” do Jânio Quadros, a diretoria recém-eleita abandonou completamente este objetivo, que era essencial ao projeto de criarmos uma classe de verdade, passando a utilizar a técnica do arremedo e pasteurização de ações para “inglês ver”, para constar, para fingir que era enérgica, jogo de cena, garantindo ao governo a inocuidade desse circo.
    A renúncia minha e de outros colegas do Conselho, logo ao fim do primeiro ano do mandato, foi por termos nos dado conta da impossibilidade de aplicar as promessas de campanha, e previsto o engodo que seria mais esta gestão.
    Vide o teatro montado com a Lei Orgânica, cujo projeto aprovado por mim em Assembléia Geral no início de 2010, previa que iniciássemos a luta por sua aprovação já na legislatura de 2010.
    Ao invés disso criou-se comissão para fazer um texto, que já tínhamos prontos desde 1994. Bastava adaptar!
    Até agora não saiu nada, com comissões que não chegam nunca ao texto final, texto este que já existe em diversos estados brasileiros, e em diversos projetos de lei pelo Brasil afora.
    Isto é ou não é procrastinação intencional das decisões das Assembleias, tornando letra morta decisões que não interessam ao governo ou à administração?
    Assim foi com a assessoria de imprensa, que é inócua, e outras decisões essenciais para a efetiva mobilização e valorização da classe perante a opinião pública. Nada se fez de real.
    O pior é que este jogo leva a desencanto e mais frustração, que resulta em mais alienação da massa, que é o céu de brigadeiro para o governo.
    Não vejo saída para isso no curto prazo, e, no longo prazo, estaremos todos mortos.
    Edison Farah

  2. a minha impressão é que essa idéia de procurar o secretário veio de “sopetão”, sem nenhum preparo prévio e com cara de espetáculo para platéia. Não acho que o pessoal tinha a esperança de falar mesmo com o secretário, e ele, experiente, aproveitou dessa falta de preparo e repetiu os “NÃO´s” do ano passado e aí saiu todo mundo com cara triste. Veja que é só opinião minha e posso estar completamente errado

    agora, se o pessoal realmente tinha a esperança de falar com o secretário somente para cobrar uma resposta de ofício, também acho que que é falta de malícia do nosso pessoal. Para um encontro desses, todo mundo deveria estar a lição de casa bem feita para contraargumentações e com um diálogo uníssono.

    e agora, vamos fazer o quê ? mandar um ofício (outro) para a sefaz dizendo que estamos tristinhos ?

    eu sou capaz de apostar de além do ofício, nós, conscientes de nossa importancia para o estado, cientes do poder que temos, tomaremos a mais importante decisão de todas: fingir que nada aconteceu, e continuar tocando a vida como se o problema fosse de outra carreira.

    abs

  3. Teo, Falavinha, Edison,
    Não li os comentários de voces dois, de propósito, conheço os dois, Edison a mais tempo, mas estive na sede, participei desde antes do dia D ou dia M (mobilização). Havia pedido por escrito aos diretores todos que viessem a sede visitassem cada diretoria antes do Dia M. E de certa forma foi feito, estiverem juntos D-04 e D-02 em algumas diretorias: CT e DRTC-I com o delegao Maurício, nesta eu estava junto.Depois Ivan e Maria foram a Salvador ao encontro do Fenafisco, e a D-04 revisitou a DI, o Ivan ea Maria tinham estado lá, em reunião que eu marquei com o diretor Mário a pedido do Ivan, e nesta revisita a Miriam, o Igor e o Zé Roberto estiveram, Pedro Abarhão e eu também estavamos, a Miriam falou longamente explicando o passado recente, sobr seu ponto de vista, não concordei muito, mas fiquei calado pois não quero piorar a situação. Foram depois a DTI, e tal.
    No dia M tudo se iniciava com cara de mesma coisa, chegavam Ivan e MIriam, eu descia a escada rolante para recebê-los, uma colega de 2009 apareceu por volta das 10 horas, pouca gente no térreo, e a Marta Soares presente, e querendo fazer um arrastão, fui com ela pegar um crachá, ela é aposentada, depois fui com Ivan fazer o mesmo.
    O falatório ocorria no térreo, conversava de lado com um colega de 2009, contando um pouco da nossa desmobilização, os meus porquês, até o Valdeilton nos chamou a atenção pois perturbavamos a manifestação, descemos as escadas e fomos conversar na calçada.
    De repente voltei e vi a Marta pedindo a varredura do préddio, o Pedro Abrahão apoia e insiste, e em seguida seguimos para os elevadores e começamos a marcha pelo ´prédio, os outros diretores todos de Ivan a Miriam fazem o mesmo, e o Pero a frente do meu grupo passando nas mesas e dizendo: Vamos para o quinto andar, precisamos de voces. (algo assim) E o pessoal espantado olhava para nós, muitos decseram, outros ficaram colados as suas cadeiras como se estivessem formando um corpo único cadeira-corpo para sempre…
    O fato é que estavamos tão empolgados no chamado aos colegas que uma hora falei para o Pedro, chega vamos para o quinto andar lá é que está ocorrendo a ação principal. E para lá nos dirigimos.
    Tinha de 200 a 300 colegas no quinto andar quando lá chegamos era 10h30min pelo menos, e havia um grupo de líderes tentano entrar na antesala do secretário. Dai a pouco a Marta nos conclama a entrarmos na antesala, fui com todos os diretores e representantes. Os funcionários do gabinete com o rosto tenso, dois guardas na parte externa, e dois em trajes civis e com rádios nas mãos na parte interna, um antigo funcionário do gabinete tenso, com uma pasta de pael na mão. O DR BIna nos recebeu e explicou que havia resgatado o OFício do pedido e audiencia, e que o secretário tinha io ao Palácio, algo assim, não estava na Casa. Não acreditamos, a Marta solicita ver o Duchateaux o adjunto, o Bina não sabe se ele está presente, mas vai ver.E não volta depois de 20 minutos, eu fiquei incomodado, enrolado, sai para olhar o público do outro lao da porta, sai.
    Restavam umas 30-50 pessoas expliquei a situação, voltei um pouco e sugiro irmos embora, pois era um desrespeito conosco. O Ivan sai para conversar com os apoiadres os 30 colegas ouço as explicações e vou embora para almoçar.
    Depois a tarde soube do ocorrido, a Marta Soares, quando iam embora defiitivamente, pede ao Ivan para voltarem e ao voltarem encontram o Dr Calabi saindo de uuma sala este os vê e não pode fugir e vem até eles, e ai se eu uma discussãio de 30 minutos, em sintese:
    1-Não gostei dos artigos escritos por aquela mulher;
    2- Não tenho nada de novo para lhes propor;
    3-Não negociamos sob pressão, estes artigos…
    4- Se quiserem podem conversar com o Duchateaux.

    Ora, foi formidável o ocorrido!
    Uma manifestação que se encaminhava para o MESMO, o sem sal e sem sabor, virou. E virou por dois fatores: o primeiro que dois líderes Marta Soares e Pedro Abrahão propem a varredura do prédio e a fazem, os demais seguimos, e que houve resposta de parte dos trabalhadores do predião que desceram ao quinto andar. Estamos vivos, agimos, existem líderes. Não devemos esquecer os dias anteriores, uma sugestão minha foi ouvida pelos colegas Marta, Pedro e Sergio, e juntos a levamos ao Ivan e a Maria, e as visitas ao predião aconteceram, enviei depois e-mail ao D-04 e aos colegas diretores pedindo as visitas a sede, e elas ocorreram.
    Houve um plano, tinha uma Estratégia, líderes agiram, parte da categoria respondeu, e ficou clara a possibilidade de reação aos maus tratos, e claro como age este governo.

    Lembro aqui o Fisco Vivo algo parecido nas negociações de 2009.

    O Edison me liga a tarde venha para cá, seu escritório, lá encontro mais um colega, depois outra e iniciamos a redação de um texto para ser publicado no Diario de São Paulo(então do grupo Globo) uns telefonemas, e em poucas horas estavamos na redação do jornal pagando a publicação e saiu publicado, ação de menos de seis colegas. E depois soube que influenciou positivamente as negociações com o Serra. O texto era uma Carta ao Governador Serra.

    Quando vamos conseguir agir de forma permanente em defesa da nossa corporação?
    Quando poucos líderes aparcem e agem, alguma resposta se consegue.
    O meu balanço é que foi positivo o ocorrido na sede, líderes agiram, colegas apoiaram, o governo mostra que tem fragilidades, agora é a continuação.
    Abraços,
    Roberto

  4. Colegas,
    Às vezes, na ânsia de ver algo acontecer, somos embuídos de paixão.
    O encontro que se deu, nada mais foi do que fruto da espontaneidade de dois ou três colegas, que tomaram as rédeas de uma liderança inerte. Isto confirma que estamos longe de termos uma entidade sólida e madura. Com improviso e lideranças esparsas não vamos muito longe.
    Como tenho dito, é um traque aqui outro ali, mais nada.
    Pergunto: o que ficou desse evento? Nada mais do que a mesma notícia que já se tinha.
    - Não tenho nada de novo para lhes propor;
    - Não negociamos sob pressão, estes artigos…
    - Se quiserem podem conversar com o Duchateaux.
    Também pudera, numa entidade que publica artigos na imprensa e que levam assinatura de vice, fica mais do que evidente que não existe coordenação, muito menos liderança, nem respeito próprio.

  5. Roberto, de qualquer forma é alvissareiro que, pela sua visão, ainda haja vida na classe.
    Quem sabe frutificará, sempre é tempo.
    Quando o caos é absoluto, por força natural, surge a ordem de onde menos se espera.
    Quem sabe comecem a surgir verdadeiros líderes, comprometidos com a causa e não consigo mesmos.
    Edison.

  6. Embora o incidente não esteja à altura da classe, que, de um lado, merece estratégia de negociação mais articulada, e de outro, não pode ser relegada como o atual SF vem fazendo, mais ou menos nos moldes do anterior, demonstrando que a arrogância parece ser uma característica comum de ambos, há dois detalhes relevantes que chamam a atenção:
    a) O SF não gostou dos artigos; e
    b) O SF não negocia sob a pressão dos artigos.

    E eu pergunto:
    1º) O SF estava negociando ANTES dos artigos?
    Infelizmente, a resposta é NÃO. O SF não conversa com o Fisco faz um bom tempo. Não conversa e não atende a nenhum pleito. Logo, os artigos o irritaram, mas não se pode afirmar que por causa deles a negociação foi interrompida, mesmo porque a interrupção se dera muito antes das publicações.
    2º) Acaso o SF acenou com a proposta de negociar mediante a SUSPENSÃO DOS ARTIGOS?
    Pelo visto, não. Pelos relatos, ele simplesmente vociferou contra a categoria. Ou seja, por ora, tanto ANTES como DEPOIS dos artigos, o SF mantém-se irredutível: não negocia, não contrapropõe. Vale dizer, não houve nenhuma variação de atitude, além da irritação, claro.

    E esta única mudança — a IRRITAÇÃO do SF — creio que é um ÓTIMO sinal. O SF está irritado não porque as críticas são improcedentes, pois se fosse este o caso bastaria responder, democraticamente, pôr os pingos nos is e ponto final. O problema é que as críticas, embora sobre procedimentos que objetivam a defesa do erário, são procedentes, demonstram que o governo anterior e este também não têm nenhum compromisso com a JUSTIÇA TRIBUTÁRIA, com a QUALIDADE DA ARRECADAÇÃO e muito menos com a POLÍTICA ECONÔMICA FEDERAL de incentivo à pequena e média empresas.
    E, ao contrário do que os dois últimos governos estaduais pensam, não é desestimulando a atividade econômica que se aumenta a arrecadação. Pelo contrário, a escorcha tributária pode resultar em aumento dos recolhimentos numa fase inicial, mas logo em seguida vem a queda da atividade e com um agravante tributário pesado: a propensão a sonegar aumenta.
    Os exemplos estão aí na praça para quem quiser ver. A título ilustrativo, citamos aqui dois casos, um para lá e outro para cá:
    a) A ST paulista incrementou a arrecadação nos anos de sua implantação, mediante escorcha (antecipação de cobranças, antes mesmo dos fatos geradores ocorrerem, e tributação por IVA-ST médio ponderado), mas logo em seguida o ímpeto arrefeceu, complicaram-se enormemente os procedimentos administrativos, e as brechas criadas foram tantas que os resultados pífios aí estão, sobretudo em 2010 e 2011. É um exemplo do que não se deve fazer. É a receita tributária perdendo qualidade.
    b) Por outro lado, o governo federal, em várias ocasiões da administração anterior e da ora em curso, justamente para contrapôr-se à crise internacional, abaixou as alíquotas do IPI sobre automóveis, eletrodomésticos, eletrônicos, etc, e nem por isso arrecadou menos; pelo contrário, ao estimular a atividade econômica, arrecadou um pouco menos de IPI, mas compensou fartamente com outros impostos e contribuições que incidem sobre o faturamento e o lucro, estes estimulados pela medida. Vale dizer, arrecadou mais, tributando menos. Isto significa melhoria na “qualidade” da arrecadação. É um exemplo a ser seguido.

    A irritação do SF é porque ele não quer que essas observações venham a público. Ele não quer que a postura tributária dessa linha de governo seja revelada publicamente, que seja escancarada para a opinião pública, sobretudo em ano eleitoral.
    Só espero que a classe, sem abaixar o nível, mantenha-se firme na POSTURA CRÍTICA. Ela incomoda muito mais o governo do que os apitaços. Obviamente sempre com críticas construtivas.

  7. Valente, perfeita e completa sua análise do “peti” que acometeu o SF. É principalmente isso: nâo quer que a pobreza da politica tributária estadual venha a público. O rei não gosta de ficar nú ante o povo.
    Se tivéssemos sindicatos de verdade no Estado, em todas as carreiras do funcionalismo, já teríamos mostrado aos paulistas e ao Brasil a calamidade que foi estes 20 anos de administração do PSDB.

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